Comprei o novo CD do Alberto Lôro. Chama-se “Vale do Juruá” e posso garantir: Tá barato demais, pelo acabamento e pela qualidade musical. Andava com os cds na mochila. Vida de artista em Cruzeiro do Sul não é fácil. Mas é assim mesmo, cobra que não anda...
Não entendo muito de música, mas sei dar o devido valor às coisas. Produzir arte por aqui é muito difícil. Nossos artistas devem ter um pouco de heróis e malabaristas.
Claro está, que apenas de arte e poesia não se pode viver por aqui, mas ficar sempre reclamando das coisas e da falta de apoio não resolve. É preciso ir atrás, bater nas portas, arrombá-las se preciso, correr riscos.
Arte por aqui é mais que sangue, é suor, é saturação. O Lôro sabe disso. Tivesse desistido no primeiro “não”, estaríamos privados de um produto que transpira poesia em cada música, um produto que nos identifica e nos engrandece. Digo e repito: Se tiver talento e qualidade, vai longe. “Vale do Juruá” é um bom exemplo, que até pode não chegar às rádios do sudeste, porque é musica de qualidade e isso não tem tocado muito nas rádios.
Percebi nas letras das canções um trabalho bem feito e uma preocupação em cantar as coisas daqui, o que acaba sendo uma espécie de resistência a essa “grande cultura”, irresistível e massificante para a qual temos caminhado.
É nesse aspecto que “Vale do Juruá” é de grande importância para a cultura local, se colocando como uma opção aos que não querem apenas “Eguinha Pocotó” nem “Hoje é festa, lá no meu apê”. No cd podemos encontrar composições como:
“Beleza é ver o pôr-do-sol /Dali do remanso /Banhar nas águas dos igarapés / Ouvir pássaros cantar /Por entre as flores dos jardins /Quero ver-te /Sempre verde /Amazônia do meu coração.”
O Lôro é filho do Sr. Alberto Brito, o sacristão, o sineiro, o encomendador de finados mais famoso da região. Não sei se é a influência do Morro da Glória ou se foi alguma benção especial recebida pelo Sr. Alberto de algum bispo ao longo dos seus cinqüenta e tantos anos de dedicação ao serviço religioso, o fato é que dois dos maiores artistas cruzeirenses são seus filhos: Lôro e Alberam Moraes.
Bom acabamento, qualidade do encarte, bom também para os olhos. Vale a pena comprar e ouvir.
Não entendo muito de música, mas sei dar o devido valor às coisas. Produzir arte por aqui é muito difícil. Nossos artistas devem ter um pouco de heróis e malabaristas.
Claro está, que apenas de arte e poesia não se pode viver por aqui, mas ficar sempre reclamando das coisas e da falta de apoio não resolve. É preciso ir atrás, bater nas portas, arrombá-las se preciso, correr riscos.
Arte por aqui é mais que sangue, é suor, é saturação. O Lôro sabe disso. Tivesse desistido no primeiro “não”, estaríamos privados de um produto que transpira poesia em cada música, um produto que nos identifica e nos engrandece. Digo e repito: Se tiver talento e qualidade, vai longe. “Vale do Juruá” é um bom exemplo, que até pode não chegar às rádios do sudeste, porque é musica de qualidade e isso não tem tocado muito nas rádios.
Percebi nas letras das canções um trabalho bem feito e uma preocupação em cantar as coisas daqui, o que acaba sendo uma espécie de resistência a essa “grande cultura”, irresistível e massificante para a qual temos caminhado.
É nesse aspecto que “Vale do Juruá” é de grande importância para a cultura local, se colocando como uma opção aos que não querem apenas “Eguinha Pocotó” nem “Hoje é festa, lá no meu apê”. No cd podemos encontrar composições como:
“Beleza é ver o pôr-do-sol /Dali do remanso /Banhar nas águas dos igarapés / Ouvir pássaros cantar /Por entre as flores dos jardins /Quero ver-te /Sempre verde /Amazônia do meu coração.”
O Lôro é filho do Sr. Alberto Brito, o sacristão, o sineiro, o encomendador de finados mais famoso da região. Não sei se é a influência do Morro da Glória ou se foi alguma benção especial recebida pelo Sr. Alberto de algum bispo ao longo dos seus cinqüenta e tantos anos de dedicação ao serviço religioso, o fato é que dois dos maiores artistas cruzeirenses são seus filhos: Lôro e Alberam Moraes.
Bom acabamento, qualidade do encarte, bom também para os olhos. Vale a pena comprar e ouvir.
Nenhum comentário:
Postar um comentário