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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

MINHASCOLINAS TAMBÉM É HISTÓRIA

Você sabe quem foi Lauro Muller? Caso a resposta seja "não", será por pouco tempo.

Pesquisei e para comprovar uma triste realidade, o cidadão que dá nome a segunda avenida mais importante de Cruzeiro do Sul é um estranho por aqui.

Tenho um estranho hábito (é o que me dizem), de ler placas de ruas e de carros, rótulos, bulas, manuais de instruções...

De tanto olhar, conheço por nome quase todas as ruas de Cruzeiro do Sul e tenho buscado a origem do nome e sua relação com a história da região.

Por que não sou carteiro, então? Sou professor de História, esqueceu? Tenho que dar respostas.

Ano passado um jornalista de Rio Branco me fez uma consulta e o deixei sem resposta. Que vergonha, o rapaz veio me questionar e eu não tinha uma explicação pelo menos evasiva...

Ele buscava informações sobre Guimarães Lima (que dá nome à antiga penitenciária de Cruzeiro do Sul).

Fiquei de pesquisar, pesquisei, e nada! Alguém sabe?

Enquanto não me topo com Guimarães Lima, vou tentando compensar. Às vezes as melhores descobertas ocorrem por acaso, assim foi com Lauro Muller, que encontrei pesquisando sobre a participação brasileira na Primeira Guerra Mundial.

Então, quando amanhã você passar por ali faça a sua análise da "importância" desse cidadão para a história de Cruzeiro do Sul para batizar com seu nome a rua de uma cidade em que nunca esteve.


Lauro Müller

Lauro Severiano Müller (Itajaí, 8 de novembro de 1863 — Rio de Janeiro, 30 de julho de 1926) foi um político e diplomata brasileiro. Filho do imigrante alemão Peter Müller e Ana Maria Michels Müller, primo-irmão de Filipe Schmidt pelo lado materno.

Apaixonado discípulo do positivismo de Benjamin Constant, ingressou na carreira militar na província natal. Foi alferes em 1885, segundo-tenente em 1889, primeiro-tenente em 1890, major em 1900, tenente-coronel em 1906, coronel em 1912, general-de-brigada em 1914 e general-de-divisão em 1921.

A sua carreira pública começou em 1889, quando foi nomeado por Deodoro da Fonseca governador provisório da província transformada em estado de Santa Catarina, governando o estado de 2 de dezembro de 1889 a 24 de agosto de 1890, quando foi residir no Rio de Janeiro a fim de assumir o cargo de deputado à Assembléia Nacional Constituinte, tendo o vice-governador Raulino Horn assumido o governo. Reassumiu o governo em 29 de setembro de 1890, permanecendo até 5 de outubro, quando repassou o governo para Raulino Horn a fim de retornar ao Rio de Janeiro.

Quando ocupando a posição de Chanceler recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Harvard.

Foi deputado federal, senador e ministro de Estado.

Empreendeu grandes reformas quando na pasta do Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, na presidência de Rodrigues Alves, nomeado por decreto de 15 de novembro de 1902, de 15 de novembro de 1902 a 15 de novembro de 1906.

Foi Ministro das Relações Exteriores nas presidências de Hermes da Fonseca, de 14 de fevereiro de 1912 a 15 de novembro de 1914, e de Venceslau Brás, de 15 de novembro de 1914 a 7 de maio de 1917. Defendeu a neutralidade brasileira durante a Primeira Guerra Mundial, premido por pressões da imprensa alertando contra o perigo alemão e discursos inflamados de Rui Barbosa, foi obrigado a renunciar por causa de suas origens germânicas.

Antes de falecer, aspirava ser Presidente da República.

Fonte: http://pt.wikipedia.org

2 comentários:

Marcus Vale disse...

Para fazer história muitos optam em escrever um livro pois caso contrário estamos fadados ao esquecimento. Pergunto: O que estamos fazendo para permanecer na memória das futuras gerações?

EVERTON disse...

Eu moro na avenida lauro muller e não fazia a mínima idéia de quem era ele, ele foi deputado federal, senador e ministro de Estado ...,mas o que ele tem haver com Cruzeiro do Sul ?