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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Poesia não cura dor de dente, mas...


Fogos, Bombas e Balões

Nesta noite de São João do ano 2010
Deveria haver uma fogueira pronta
Na frente da casa,
Fogos, bomba e balões.
Não há nada além de uma lembrança
Crepitando, consumindo o coração.
Pelo menos nesta noite junina
Em  que já não se tentam
Ver o rosto do ano vindouro refletido
Numa bacia virgem
À luz da fogueira
Deveria haver uma quadrilha
Deveria haver milho cozido.
Fumegando, fogos, bombas e balões
Pelo menos hoje
Deveria arrumar compadres
E pular fogueira
Quem sabe até sentir uma saudade
Daquelas fogueiras que se apagam
No peito e não acendem mais.
Perfidamente me percebo bem
Apesar da saudade
Nesta noite de São João
Sem fogos, bombas e balões.

                                      (Quatro Colinas, pg 48)

Um comentário:

Luíz Almeida disse...

Nesta noite de São João do ano 2010
Deveria haver uma fogueira crepitando
na frente da casa.

Fogos, traquis e balões.
Nesta noite de São João do ano 2010
deveria haver uma festa caipira,
com bolos de macaxeira, com bandeirolas de folhas de revistas velhas e livros velhos, rs...rs...

Deveria ter o velho sanfoneiro Adriano lá da fazenda, com sua sanfona rouca a animar a festa.

Nesta noite de São João do ano 2010
deveria haver rostos alegres de jovens adolescentes descobrindo o 1º amor, vultos escorregadios a esconder-se na penumbra p desviar-se dos amigos indiscretos. rs...rs.

Enfim... Nesta noite de São João de ano de 2010, não houve nada disso, apenas uma grande nostalgia no coração de um jovem saudosista...

(Meu caro primo e amigo, não tenciono roubar sua poesia, foi só a empolgação das lembranças. rs..)