Este é um blog de opinião. As postagens escritas ou selecionadas refletem exclusivamente a minha opinião, não sofrendo influência ou pressão de pessoas ou empresas onde trabalho ou venha a trabalhar.

sábado, 11 de junho de 2011

Se fosse fácil...

Aconteceu agora há pouco. 

Minha última avó seguiu sozinha e nos deixou para trás.

Como um pássaro, que pousa ao nosso lado, nos encanta, alegra nossas vidas, com seu canto ou com seu silêncio, alçou voo e desapareceu na floresta.

Aos nossos olhos, pelo que fez em vida e se existir paraíso, seria uma grande injustiça... 

Luiza Coelho da Rocha, cearense de Jaguaruana, caminhava para os 92 anos, esteve casada e dividindo a cama com meu avô por 67 anos. Ele segue a caminhada(para onde?), ela senta numa pedra, acena e silencia. Seguiremos sem ela, mas com aquela triste e incômoda sensação de ter deixado um dos nossos para trás. Mais um... 

Fé era sua marca e a acompanhou por toda a vida(suas mãos não largaram o rosário um instante sequer). Era a pessoa mais idosa da nossa família, uma alma caridosa e dona de um coração irrepreensível.

Sempre gozou de boa saúde, não padecia de nenhum mal (apenas respirava com dificuldade), mas foi impedida de seguir pelo imponderável do tempo.

É assim, envelhecemos para enterrar nossos avós, nossos pais, os que nos precederam...

Assim tem sido assim foi e assim será, afinal, o tempo não nos pertence.

Apesar da lógica do tempo e do espaço (existirá lógica no desconhecido?) não é fácil.

Fiquemos por aqui... e sigamos a jornada.

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