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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Maradona e a Seleção Argentina

Ontem teve jogo da seleção brasileira. Vencemos o Paraguai e assumimos a liderança das eliminatórias para a Copa de 2010. O jogo até que foi bom, difícil mesmo foi aguentar as besteiras do Galvão Bueno (na Globo) ou do Neto (na Band).
E a Argentina, heim? Coitada, já perdeu até para a Bolívia e de goleada. Ontem foi para o Equador por 2X0. Bem feito, e se os argentinos não se cuidarem nem se classificam para a copa. O problema não são os jogadores, o problema é o Maradona.

O Maradona, aliás, é um trapalhão. Os argentinos o amam, apesar das palhaçadas que ele já fez e continua fazendo. Por isso, sua história na seleção argentina é ainda um caso mal resolvido e ele não desiste.
Vamos relembrar: Disputou e perdeu 4 copas (inclusive a de 86 que a Argentina venceu).

Em 1982, na primeira copa que disputou, foi expulso no jogo contra o Brasil em que eles foram eliminados. Em 86, enganou a arbitragem com um gol de mão. A Argentina foi a campeã da copa, realmente era o melhor time, mas a “mão de Deus” como os Argentinos falam, ofuscou o brilho daquele golaço contra os ingleses. É por isso que entendo que o derrotado foi ele, moralmente, pelo menos.

Em 1990, elaborou e executou um perverso plano para drogar os jogadores brasileiros, a famosa “água batizada” que ele confessou no maior descaramento, às gargalhadas, recentemente numa TV Argentina.

Pelo menos nesse ponto ele é um cara bacana. Ele é bandido, mas assume. Penso que se ele estivesse na Seleção de 1978 já teria confessado da mesma forma, que rolou dinheiro naquela goleada contra o Peru.

Em 1994, na Copa dos EUA, jogou visivelmente sob efeito de estimulantes (cocaína - os exames só iriam confirmar a suspeita).

Aquela poderia ser o fim da carreira, mas Maradona sempre tem a capacidade de superação e de uma hora para outra aparecer com alguma novidade. Depois de ser julgado e receber uma pesada punição ainda teve tempo de se afundar nas drogas, na comida, dar tiros em repórteres e fazer um estágio de guerrilheiro em Cuba.

Achou que era pouco, apareceu agora na Seleção Argentina como treinador. Fico pensando no tipo de treinamento que ele deve estar dando aos jogadores, que exemplo ele tem para dar. Poderia ter ficado na dele, e não expor ao ridículo uma nação inteira.

Mas sabe de uma coisa? Estou adorando... Que ele continue ainda por muito tempo com essa mania de ser um palhaço.

Um comentário:

Nilo disse...

Nunca vi jogadores geniais tornarem-se bons treinadores: nem o Pelé, nem o Maradona, nem o Falcão, nem o Romário... Essa sobre Maradona e a seleção argentina revela como "los hermanos" estão sofrendo. Se fosse outro técnico já teria "dançado". Um abraço.