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quinta-feira, 14 de junho de 2012

A região da Alsácia-Lorena é no Estirão do Remanso

Alsácia-Lorena... foi o que imaginei no momento em que o jornal Juruá Notícias noticiou a situação de abandono vivida pelos moradores da localidade conhecida por "Estirão do Remanso" aqui pertinho de Cruzeiro do Sul.

O abandono se deve à irresponsabilidade de dois administradores - um de Cruzeiro do Sul e outro de Guajará. Guajará não ajuda porque não tem mais jurisdição sobre a área. Cruzeiro do Sul "quer e não pode" porque ainda não tem a jurisdição. 

Maldita jurisdição, que faz uma comunidade inteira padecer por conta da burocracia.

Já que toquei no assunto, a região da Alsácia/Lorena, qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento histórico sabe, foi palco de uma acirrada disputa entre franceses e alemães pelo seu controle.

A disputa se estendeu até 23 de novembro de 1944 quando as tropas do general francês Leclerc tomaram Estrasburgo a maior cidade do território em litígio e retomaram o controle.

Os nascidos na região entre 1871, final da guerra Franco-Prussiana(a Alemanha era conhecida assim) e 1944 podiam escolher a nacionalidade. Não legalmente é claro, mas pelo menos sentimentalmente um alsaciano podia escolher sua nacionalidade isso levando em conta seu grupo étnico ou suas preferências políticas.

O Estirão do Remanso, diferente da famosa região européia, ninguém quer. Afinal, por que Guajará haveria de querer, se a administração Hélio de Paula não consegue sequer um "tapa-buracos" nas pouquíssimas ruas da cidade?

Em relação a Cruzeiro do Sul, é melhor nem falar. Aqui, não nos falta nada... nem caixa de lixo que é algo supérfluo e todos tem direito a sua visto que todos pagam "Taxa de coleta de lixo" (paguei R$70,00 dia 30 de maio).
  
Pois bem, lá os franceses levaram a melhor, e por aqui, qual será o desfecho? Quem levará a melhor, o prefeito de Cruzeiro do Sul ou o de Guajará?

Como a área de acordo com os novos limites entre Acre e Amazonas, é cruzeirense e a prefeitura "municipal" não assume seu papel, quem perde é o povo.

Situação "pecuária", diria um conhecido meu... Mas, que me leva  a  ter uma ideia, de jumento é verdade, mas uma grande ideia. 

Já pensou... como a região não conhece a presença do Estado brasileiro, nem de qualquer outro estado, não conta com assistência médica, jurídica, educacional, policial, e exceto pelo idioma (apesar de que o isolamento já fez surgir por ali algumas diferenças linguísticas) e nada faz acreditar que ali é Brasil, poderíamos fundar ali um novo país... 

Sim, um país sem política, sem desigualdade(já que todos são pobres mesmo e não adianta nascer em país rico se você não tem dinheiro), sem escola(que parece não fazer muita falta, visto que em alguns países do mundo alguém com um letramento mínimo pode até se tornar prefeito ou presidente).

Eu poderia até me tornar presidente... É possível, porque de acordo com a reportagem há em Guajará um representante da comunidade, algo como Presidente da Associação de Moradores do Estirão do Remanso, eleito em Guajará mesmo, sem o conhecimento dos moradores. Viu? não seria algo tão impossível.

Um país com tudo novo, com uma moeda própria, melhor, sem moeda, na base do escambo.

Um país feito o Brasil que merecemos, mas sem os imbecis que insistimos em eleger.

Ver a reportagem no link abaixo: 

Um comentário:

Almeida Sampaio disse...

Cara que comentário booom, esse teu. kkkkkkkkkkk realmente o que adianta nascer num país rico e não ter dinheiro??? kkkkkkk