Este é um blog de opinião. As postagens escritas ou selecionadas refletem exclusivamente a minha opinião, não sofrendo influência ou pressão de pessoas ou empresas onde trabalho ou venha a trabalhar.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Hoje na História. Parabéns, Mané Garrincha!

"Ele foi um rei, e brincou com a sorte". Assim Benito di Paula definiu Manuel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha. 

Estivesse materialmente vivo, Mané estaria completando hoje 81 anos. Nasceu em Pau Grande/RJ em 28.10.1933.

Garrincha craque, jogando em alto nível, defendendo o Brasil em Copas do Mundo não é do meu tempo, mas a TV, o cinema e os poetas trataram de fazê-lo imortal. 

Para relembrar Mané, Moacir Franco e Benito di Paula.


domingo, 26 de outubro de 2014

"Coração Valente" enfrenta e derrota golpistas outra vez.

Em eleição livre e democrática, Dilma Rousseff enfrenta e volta a vencer golpistas

Contundente, presidenta agregou movimentos e a esquerda, grupos comos quais terá de manter diálogo em seu segundo mandato. Aécio, Marina, mercado financeiro e Globo têm razão para estar boquiaberto.

São Paulo – Foi uma vitória maiúscula. A reeleição de Dilma Vana Rousseff (PT) escreve muitos capítulos inéditos e carrega uma força simbólica que, se não é maior que a das demais disputas vencidas pelo PT no plano federal, é única. A mulher nascida em Belo Horizonte em 1947 mais uma vez deixa de joelhos, boquiaberta, a repressão que lhe tentou cassar os direitos políticos.
Se havia alguma dúvida de que esta era uma eleição do candidato do sistema patriarcal brasileiro contra todo o resto, a edição do Jornal Nacional na véspera eliminou qualquer margem de ingenuidade. Jornalismo mandou lembrança, William Bonner. Dividida entre interesses públicos e privados, a emissora dos Marinho atendeu novamente a seu chamado de classe ao exibir reportagem sobre supostas denúncias de que Dilma e Luiz Inácio Lula da Silva teriam ciência de um esquema de pagamento de propinas utilizando verbas da Petrobras.
Tentou um desfecho sujo para uma temporada eleitoral eleição suja. Sob o pretexto de um protesto de jovens que empilharam lixo em um prédio da editora, que chamou de “ataque” à sede do Grupo Abril, o Jornal Nacional dedicou seis minutos a narrar a “denúncia” da revista Veja, uma publicação que nunca esteve tão à altura da alcunha de “mídia golpista”. Lá pelas tantas aparecia a figura de Aécio Neves, candidato do PSDB dado a vitórias no tapetão. Fosse tão ético quanto jura ser, o tucano teria se recusado a ecoar uma reportagem feita com base num depoimento inventado – seu suposto autor, o doleiro Alberto Youssef, desmentiu que tenha feito as declarações difundidas pela publicação semanal.
Mas Aécio, a exemplo do Jornal Nacional, atendeu a seu DNA de classe, uma elite financeira que há muito chegou à conclusão de que vale qualquer coisa para tirar o PT do poder. Têm razão as pessoas que comparam essa disputa com a de 1989. Não pelo acirramento, nem pelo embate ideológico, mas pela tentativa da Globo de se fazer protagonista de um pleito do qual não é partícipe – ou, legalmente, não o é.
A divulgação de reportagem contra Dilma na véspera da eleição não se deu ao acaso: a “denúncia” já era de conhecimento público na véspera, quando os Marinho não a quiseram levar ao ar. Não quiseram por um motivo óbvio: a presidenta teria tempo de apresentar sua versão no debate daquela noite ou de buscar direito de resposta no Tribunal Superior Eleitoral, como o obtido contra a Veja.
A última edição do Jornal Nacional antes das eleições não pode ser enxergada fora de contexto. São 12 anos de bombardeio, quatro em particular, 2014 em particularíssimo. A vitória de Dilma não é uma derrota apenas de Aécio e do PSDB. É da mídia tradicional, que investiu até o último grama de força para bater no PT, chegando ao ponto da desestabilização da democracia. É do mercado financeiro, que nos últimos três meses praticou um rally eleitoral e encontrou no tucano um porta-voz de sua vontade de ter um governo que deixe a especulação comer solta. É de Marina Silva e do PSB, que, sob o pretexto da não neutralidade maltrataram suas histórias e alinharam-se à força neoliberal que tanto combateram. É do ódio visceral a um partido, de um sentimento mais vomitado e gritado do que explicado.
É de todo um sistema repressor da democracia. O segundo turno clareou o que estava em jogo. De um lado alinharam-se movimentos sociais comprometidos com avanços, centrais sindicais em busca de melhorias para a vida do trabalhador, partidos que carregam no histórico a tentativa de transformação do país. De outro estiveram meios de comunicação a serviço da especulação financeira, representantes de segmentos fundamentalistas apavorados com qualquer avanço social, partidos que carregam no histórico a marca do elitismo e da divisão de classes.
A vitória de Dilma, por isso, jamais poderá ser entendida como um sucesso alcançado sozinho. É o êxito que coroa uma união de forças progressistas. É o êxito das ideias democráticas sobre o ideário que considera que Brasil bom é o que se divide entre pobres e ricos e que vê como intento autoritário a proposta de ampliar a participação popular, já que o exercício do sistema político deve se dar entre quatro paredes.
É esta corrente que a presidenta terá de encabeçar no exercício do mandato. Se a primeira vitória foi celebrada por trazer no bojo a maior base aliada da história no Congresso, a segunda deve ser motivo de comemoração para a esquerda por uma rara união. União que só poderá ser mantida mediante avanços institucionais em diversas áreas.
A reeleição da presidenta carrega o poder simbólico da foto em que aparece, menina, com gesto imponente perante militares que representavam a tortura e a cassação de seus ideais. Deixou a repressão de joelhos ao sobreviver às sevícias, retomar sua militância política, se tornar secretária no Rio Grande do Sul, ministra de Lula, presidenta do Brasil e uma das mulheres mais influentes do mundo.
Ao longo dos quatro anos, e particularmente desde julho, foi submetida a uma surra inesquecível. As cicatrizes, carregará para sempre. Tentarão deixar outras marcas, buscando agora um terceiro turno que já haviam tentado em 2010, ao tratar por ilegítima uma vitória obtida com a superação de dificuldades, mentiras, acusações. Dilma deixou a repressão de joelhos, mais uma vez. Não será perdoada, e terá de travar uma batalha definitiva contra os fantasmas do passado.

Do site Rede Brasil Atual

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Código de Posturas do Departamento do Juruá

O ano era 1905 e Thaumaturgo de Azevedo, prefeito do Departamento do Juruá, resolveu ajustar os hábitos e costumes da recém-criada Cidade de Cruzeiro do Sul.

Através do Decreto n. 24 de 28 de dezembro de 1095, criou o "Código de Posturas".

O decreto só foi publicado em maio de 1906 no jornal "O Cruzeiro do Sul" (criado e mantido pelo Departamento).

Duas curiosidades: 
"Art. 19 - Será multado em (...) quem tomar banho no porto da cidade em completa nudez, andar indecorosamente trajado ou escrever palavras immoraes nas paredes. 

Art. 20 - Só poderá andar armado quem tiver licença da autoridade policial. Multa de (...) para o contraventor."

É, precisava organizar mesmo. Agora fico pensando, o que seria para os padrões da época, alguém "indecorosamente trajado"?

Abaixo, recorte do jornal com o Código de Posturas da Capital do ?Departamento do Juruá: 
 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Frase do Dia.

“Hoje é segunda-feira, dia 13 de outubro. Considerando a margem de erro, feliz Natal!”
O povo brasileiro só conta com sua própria lucidez
Autor: Fernando Brito
Nenhum de nós, neste momento, tem o direito de ser ingênuo com o que está acontecendo.
Não há um processo eleitoral democrático, normal, onde as forças políticas se confrontam e disputam a preferência do eleitor.
Tanto que se empurra ao favoritismo um homem que se formou no conforto do nepotismo e cuja  virtude política é sua própria nulidade pessoal.
Existe, sim, uma tentativa em marcha – e avançada – de conduzir o povo brasileiro não à eleição de um candidato, mas ao linchamento de um governo.
Uma espécie de 1954 com urnas eletrônicas.
O povo brasileiro está sitiado.
Ocultaram-lhe que seria Aécio – e não Marina – a enfrentar Dilma no segundo turno e, assim, deixaram sua nulidade no “freezer”, até que fosse a hora de plantá-lo, ao velho como novidade, para a cartada final.
E, para ela, não foi preciso mais que articular o comportamento de um canalha de terceiro escalão ao qual se prometem prêmios por “delações”, com um juiz que o faz prestar um depoimento genérico, sobre fatos  que, depois de meses de investigação, ele já teria de ter revelado, para que seja divulgado em redes de televisão, enquanto se nega o acesso a quem é acusado às informações sobre o que é dito, especificamente.
Parte do Judiciário se junta ao que é generalizado.
A imprensa, as instituições, a economia, seus políticos  estão de goela aberta, prontos a devorar seu futuro.
Estão prontos a tudo que lhes signifique uma chance de tirar este país do povo brasileiro.
Os que o defendem estão mudos ou anulados, perdidos em seus próprios equívocos, acomodações e conveniências.
Respeitaram, como em nenhuma outra época da história brasileira, o livre funcionamento das instituições e não tocaram nos privilégios de nossa elite, exceto o de ser a única dona do Brasil.
Todas estas forças, agora,  se unem contra um processo político que o afirmava.
Um processo do qual, nem mesmo ele, o povo, tem uma consciência que vá além de sua pele, de seu instinto.
Porque suas vanguardas política abriram mão de sê-lo, na ilusão de que podiam ser “de todos”
Como naquele momento terrível de nossa história, o “mar de lama” que sem pintava não era real e muito menos Getúlio Vargas estava nele mergulhado.
Mas a histeria moralista da UDN de nossos tempos conseguiu arrastar parte da classe média.
Marina Silva é só a expressão desta hipocrisia, de um movimento que há 60 anos agita corrupção e anticomunismo como se fossem honrados e defensores das liberdades, mas compactua com o saque colonial de nosso país e com todo o autoritarismo que  tivemos e temos.
Temos uma elite perversa, que compreende que a fome só faz escravos e que vê escravos da comida os que deixam de passar fome.
Que odeiem um médico cubano porque aceita trabalhar ganhando R$ 4 mil quando R$ 10 mil não bastam a um médico recém-formado no Brasil para trabalhar de oito às cinco na periferia.
Tornamo-nos o país do ódio.
As manchetes de jornal são o que teria dito um crápula, um ladrão, em troca de um perdão e sabe-se mais o que lhe tenham prometido, para declarações cronometradas a coincidirem com o momento das eleições.
No entanto – que maravilha! – o povo brasileiro resiste.
Só tem seu instinto a defendê-lo.
Mas o instinto, tão desprezado, é muito poderoso, se ele encontrar referências.
Se tivermos, porém, a coragem de lhes dar a verdade.
Temos 15 dias e um desafio imenso pela frente.
Nestas duas semanas, temos de usar os programas de TV e os debates para desmontar, corajosamente, as montagens marteladas a cada dia pela mídia.
Já não é hora de posturas defensivas ou de jogos estratégicos.
Campanhas são longas, como a que fizeram de junho de 2013 para cá, quando fizeram um país que acreditava estar indo no caminho certo parecer um lugar onde parecia que tudo estava errado.
E como, assim, conseguiram os incautos esquecer de anos, décadas em que a classe dominante fez, de fato, tudo dar errado para o nosso país e nosso povo.
Mas o que temos agora não é uma campanha, mas uma batalha.
Nelas, é preciso coragem, ousadia e líderes.
Se deixarmos que se percam as referências, a força de nosso povo se dispersa e pode ser vencida.

Mas se elas surgem, deixando de lado os cálculos políticos convencionais, o povo brasileiro pode  sair do isolamento em que o querem colocar.

sábado, 4 de outubro de 2014

Há quase 25 anos... Relembre alguns jingles que marcaram as eleições de 1989.

Era a primeira eleição para muita gente. A minha primeira eleição.
Depois, vieram outras, até mais felizes, mas aquela...

Desde 1960 que o povo não tinha a oportunidade de escolher um Presidente da República.

Foi, no meu entendimento, e que eu vivi, a eleição mais alegre e democrática que o Brasil já teve. 

Ali, os principais partidos da República (22 partidos apresentaram seus candidatos, sem essa invenção de coligação) estavam bem representados, com seus melhores quadros.

Inesquecível pelas musiquinhas (os jingles de campanha), que nos levam a reviver aqueles anos de esperança. Os principais:

A do Afi Domingos PL(3:20) é sem dúvida a mais linda: Vamos, juntos chegaremos. Vamos levantar esse gigante. Juntos chegaremos lá! A sombra das palmeiras, onde canta o sabiá. Juntos chegaremos lá! Fé no Brasil!

A do Collor PRN(a primeira) nem precisava ser muito bonita.

A do Lula PT, cheia de artistas consagrados como Chico Buarque, Lula, la! Brilha uma estrela, Lula, lá! Cresce a esperança, no Brasil criança, Lula lá! 

Bote fé no Velhinho, o velhinho é demais, lembra? Era o Dr. Ulisses do PMDB.

Mario Covas do PSDB. Nossa força é o coração...

O horizonte é uma luz brilhando...Aureliano Chaves

Lá, lá, lá, Brizola! , Afonso Camargo, é PTB e até o Silvio Santos. É o 26, com o Silvio Santos chegou a nossa vez. É o 26...


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Perpétua e a primavera das flores

Hoje, pela beleza do poema e pelas verdades contidas em cada palavra, compartilho a COLUNA DO BRAÑA. 

Foto: J. Diaz
Eu não tenho nenhuma dúvida em afirmar que você é a política mais extraordinária doAcre dos últimos tempos.
E falo isso porque conheço os políticos daqui e os melhores estão ao seu lado nesta jornada decisiva.
Ninguém nesta campanha tem sido mais sincera, mais humana, mais próxima das pessoas que você, Perpétua.
Se contar ninguém acredita, mas a rotina diária da sua campanha é algo impensável para o político comum.
Os abraços, os beijos, os afagos que você dá e recebe são as mais belas imagens dos últimos meses no Acre.
Falo com a intimidade de quem a conhece desde os tempos de um tal sindicalismo combativo e que um dia fez história por aqui.
E constato, para minha alegria, que você é hoje o principal fruto da luta que vivemos lá atrás em defesa dos trabalhadores.
Sei que alguns não gostam de você.
Por ser mulher, política, guerreira da vida e diferente.
Parte da sociedade não gosta de mulheres assim.
Prefere Amélias, de Ataulfo Alves e Mário Lago, que você nunca foi, não é, e nunca será.
Por outro lado, outras tantas mulheres e até homens se veem em você.
Pelo seu exemplo e dedicação ao Estado do Acre.
A campanha que enfrentas hoje é a mais árdua batalha política da sua vida.
Num cenário que todos sabem não está sendo fácil pelas circunstâncias e desequilíbrios conhecidos.
Todavia, nos últimos dias a primavera voltou a brilhar no ambiente acreano.
As flores – a flor que carregas entre as suas madeixas – estão mais coloridas.
Muitos viraram beija-flor e estão alimentando com néctar esse sonho do Senado.
Milhares estão ajudando.
Voando de Flor em Flor.
Porque o tempo é agora.
‘Vamos precisar de todo mundo’ (Beto Guedes)
Um mais um é sempre mais que dois’ (Beto Guedes)
Pra vencer o gigante do metal.
Pra construir um Acre bem melhor!
Canta!
Leve sua vida com alegria.
Porque contagia todo mundo.
‘E quem não é tolo pode ver’ (Beto Guedes)
Essa é sua senha da vitória.
Escrevi, dias atrás, numa coluna, que você, Perpétua, é o sal desta eleição.
E que no Acre, hoje, o debate é se Perpétua vence ou se Perpétua não vence.
Todos preocupados com você.
Porque entendem que o Acre precisa muito de Perpétua no Senado da República.
Eu só tenho o meu voto pra te oferecer.
E outros que já pedi e estou pedindo.
Porque…, sabe Perpétua, a primavera das flores é a mais linda das estações.
Para merecer quem vem depois…

Os estúpidos...

"Um dos paradoxos dolorosos do nosso tempo reside no fato de serem os estúpidos os que têm a certeza, enquanto os que possuem imaginação e inteligência se debatem em dúvidas e indecisões".

Bertrand Russell