Este é um blog de opinião. As postagens escritas ou selecionadas refletem exclusivamente a minha opinião, não sofrendo influência ou pressão de pessoas ou empresas onde trabalho ou venha a trabalhar.

sábado, 6 de março de 2010

Diante do Mal...


Recebi por e-mail e sei que ela gostaria de ver postado por aqui. Valeu, Tânia!

A lei de talião representou um progresso nos costumes da Humanidade.

Em decorrência dela, a vingança passou a ter limites.

Antes, por conta de uma ofensa, considerava-se justo dizimar toda a família do ofensor.

Depois, passou a ser olho por olho e dente por dente.

Ou seja, o mal que se retribuía não podia ser maior do que o recebido.

Jesus Cristo veio trazer a contribuição definitiva nessa seara.

Assentou que não se deveria resistir ao mal.

Que se alguém batesse na face direita, era preciso oferecer também a esquerda.

Que se alguém tomasse a vestimenta, convinha deixar também a capa.

Que se alguém obrigasse a andar uma milha, era para andar com ele duas.

São palavras fortes e plenas de simbolismo.

Por certo não significam se deva permitir que a agressividade e a violência tomem conta da Terra.

Não constituem autorização ou incentivo a que os fracos se transformem em besta de carga dos fortes.

Seu significado profundo parece ser o de que apenas o amor é eficiente no enfrentamento com o mal e os maus.

O revide, o ressentimento e o desejo de vingança apenas prolongam os desequilíbrios humanos.

Sob a égide do Cristo, deve instalar-se uma nova ordem de paz e generosidade.

O discípulo de Jesus é pacífico e pacificador.

Ele é manso, compreensivo, ordeiro e confiante na Justiça Divina.

Perante uma ofensa, em geral três condutas são possíveis: revidar, fugir ou oferecer a outra face.

O revide implica a continuação da luta e do desequilíbrio.

A fuga transfere o clima de ódio para solução futura e denota fraqueza moral, que estimula o violento.

A última alternativa é sem dúvida a mais difícil.

Perante a ofensa, oferecer a face contrária, a do perdão.

Esse ato de grandeza, consistente na imediata compreensão do desequilíbrio que há em qualquer ato mau, desestabiliza o agressor.

De repente, ele se vê lamentável como é, perante a serenidade do ofendido.

A violência tende a morrer asfixiada no algodão da paz que envolve quem ama.

É impossível vencer alguém com grandeza moral.

Em face dele, toda vitória é aparente e com sabor de cinzas.

Alguém em paz e pronto a desapegar-se da manta e da capa.

Que tem paciência e caminha mais do que o solicitado ao lado de quem lhe impõe o esforço.

Certamente não é fácil adotar esse gênero de conduta.

Entretanto, Jesus não apenas ensinou, como exemplificou.

Soube doar-Se em holocausto e Sua proposta vitoriosa segue transformando lentamente a Humanidade.

E é Dele o convite que ressoa através dos séculos:

Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me!

sexta-feira, 5 de março de 2010

A linguagem jurídica traduzida...

Pense num e-mail daqueles... Foi-me enviado pela "camarada" Tânia e é um tratado de Direito, ou melhor, um glossário para aquelas expressões que os juristas usam só para ferrar o besta.
 
Cansado(a) do jargão jurídico?
Lê uma sentença no Diário Oficial e fica completamente perdido?

Acha que a linguagem forense é de outro planeta?


SEUS PROBLEMAS SE ACABARAM-SE!!!!


Com o curso rápido abaixo, você vai entender o que é o Direito:

  1. Princípio da iniciativa das partes - 'faz a sua que eu faço a minha'.
  2. Princípio da fungibilidade - 'só tem tu, vai tu mesmo' (parte da doutrina e da jurisprudência entende como sendo 'quem não tem cão caça com gato').
  3. Sucumbência - 'a casa caiu !!!'.
  4. Legítima defesa - 'tomou, levou'.
  5. Leg ítima defesa de terceiro - 'deu no mano, leva na oreia'.
  6. Legítima defesa putativa - 'foi mal'.
  7. Oposição - 'sai batido que o barato é meu'.
  8. Nomeação à autoria - 'vou cagoetar todo mundo'.
  9. Chamamento ao processo - 'o maluco ali também deve'.
  10. Assistência - 'então brother, é nóis'.
  11. Direito de apelar em liberdade - 'fui!' (parteda doutrina entende como 'só se for agora').
  12. Princípio do contraditório - 'agora é eu'.
  13. Revelia, preclusão, perempção, prescrição e decadência - 'camarão que dorme a onda leva' (SENSACIONAL!!!!!).
  14. Honorários advocatícios - 'cada um com os seus problemas'.
  15. Co-autoria, e litisconsórcio passivo - 'passarinho que acompanha morcego dá de cara com muro', ou 'passarinho que acompanha morcego, dorme de cabeça pra baixo'.
  16. Reconvenção - 'tá louco, mermão. A culpa é sua'.
  17. Comoriência - 'um pipoco pra dois' ou 'dois coelhos com uma paulada só'.
  18. Preparo - 'então... deixa uma merrequi nha aí'.
  19. Deserção - 'deixa quieto'.
  20. Recurso adesivo - 'vou no vácuo'.
  21. Sigilo profissional - 'na miúda, só entre a gente'.
  22. Estelionato - 'malandro é malandro, e mané é mané'.
  23. Falso testemunho - 'fala sério...'.
  24. Reincidência - 'porra mermão, de novo?'.
  25. Investigação de paternidade - 'toma que o filho é teu'.
  26. Execução de alimentos - 'quem não chora não mama'.
  27. Res nullius - 'achado não é roubado'.
  28. De cujus - 'presunto'.
  29. Despejo coercitivo - 'sai batido'.
  30. Usucapião - 'tá dominado, tá tudo dominado'.

Por analogia...

É o que ocorre sempre que se coloca peso demais para um burro carregar. 
"Burro nas alturas" não significa exatamente "burro podendo". 
Estar nas alturas, muitas vezes é não ter o apoio devido para continuar caminhando. Entendeu? 

quinta-feira, 4 de março de 2010

quarta-feira, 3 de março de 2010

Até no Japão? Era só o que faltava... Será? Sei não...

Blogueiro amador é atualmente a grande praga da internet. Pega uma coisinha daqui, outra coisinha dali, copia algumas tags, cola na página e o indivíduo já se acha o cara, importante que só quenga de autoridade. 

O "minhascolinas" foi criado para ser uma brincadeira. E é, mas para minha surpresa deixou de ter uma visibilidade apenas local, restrita a Cruzeiro do Sul e adjacências(adoro essa construção). Tem 40 seguidores de diversas partes do Brasil e é acessado por 50 pessoas/dia aproximadamente. 

Não é grande coisa, visto que é hospedado aqui em Cruzeiro do Sul apenas no Jornal Voz do Norte e alguns blogs amigos, todos com o número de visitantes aproximado. 

Nossos dois outros sites de notícias (Tribuna do Juruá e Guia do Juruá) se negaram a hospedá-lo por razões (imagino) comerciais, ou seja, se pagar, vai. E como não alimento mercenários...

Um dia desses, um amigo me indicou uma tag (aquelas páginas que se agrega ao blog) interessante. É um mapa-múndi que vai registrando a cidade e o país do visitante da página e pisca quando está online, além de registrar o número de acessos daquela cidade. 

No dia 18 de fevereiro adicionei a novidade sem perder tempo indiquei ao Professor Tatá de Timonha-CE, que também adicionou a novidade no blog dele O Blog Timonhense e fiquei só bispando. Em menos de trinta minutos, apareceu um acesso no Canadá (Toronto). Só pode ser brincadeira. O que é que um canadense poderia querer por aqui? Mas era apenas o começo... o Canadá é bem aqui pertinho e talvez algum brasileiro por lá...

A cidades do Brasil foram aparecendo no mapa do blog e principalmente no Rio de Janeiro e Brasília com o maior número de acessos. Mas também em Portugal, França, Bolívia, Argentina e Japão... 

Até no Japão? Pois é, me recuso a acreditar, até porque, Cruzeiro do Sul ainda não apareceu. Assim, como tenho certeza que ele é acessado por aqui e não aparece no mapa, não posso acreditar que algum japonês tenha acessado um blogue de Cruzeiro do Sul ainda que apareça. 

A menos que estivesse truvisco, heim? Quem sabe...

Promessa é dúvida...


Como pagamento de uma dívida, com um dia de atraso(apenas) posto uma foto de um amigo na distante e saudosa Porto Walter.

O ano deve ser 1990 e o cidadão que figura como banhista/pescador é o amigo Jamilson Amorim, visitante assíduo deste blog que reside em Rodrigues Alves.   

Conheci o Jamilson quando serviu em Porto Walter como policial militar, tendo ali deixado uma boa impressão.Para ser sincero até poderia deixar de cumprir a promessa, não fosse pela oportunidade de mostrar um pouco da paisagem da minha infância.

terça-feira, 2 de março de 2010

Sexta-Feira Santa


 A tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe traspassou o lado.

São João, teólogo e cronista da paixão nos leva a contemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto. A densidade de seu Evangelho agora se faz mais eloqüente. E os títulos de Jesus compõem uma formosa Cristologia.

Jesus é Rei. O diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os soldados tiram a sorte. É novo Adão junto à Mãe, nova Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura. O Doador do Espírito. É o Cordeiro imaculado e imolado, o que não lhe romperam os ossos. É o Exaltado na cruz que tudo o atrai a si, quando os homens voltam a ele o olhar.


A Mãe estava ali, junto à Cruz. Não chegou de repente no Gólgota, desde que o discípulo amado a recordou em Caná, sem ter seguido passo a passo, com seu coração de Mãe no caminho de Jesus. E agora está ali como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, sinal de contradição como Ele, totalmente ao seu lado. Mas solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos, a nova Eva, a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho.

Maternidade do coração, que infla com a espada de dor que a fecunda.

A palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus. Maria contempla e vive o mistério com a majestade de uma Esposa, ainda que com a imensa dor de uma Mãe. São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de Jesus. Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de todos. Porque Maria é fiel à palavra: Eis aí o teu filho.

O soldado que traspassou o lado de Cristo no lado do coração, não se deu conta que cumpria uma profecia realizava um último, estupendo gesto litúrgico. Do coração de Cristo brota sangue e água. O sangue da redenção, a água da salvação. O sangue é sinal daquele maior amor, a vida entregue por nós, a água é sinal do Espírito, a própria vida de Jesus que agora, como em uma nova criação derrama sobre nós.

A Celebração

Hoje não se celebra a missa em todo o mundo. O altar é iluminado sem mantel, sem cruz, sem velas nem adornos. Recordamos a morte de Jesus. Os ministros se prostram no chão frente ao altar no começo da cerimônia. São a imagem da humanidade rebaixada e oprimida, e ao mesmo tempo penitente que implora perdão por seus pecados.
Vão vestidos de vermelho, a cor dos mártires: de Jesus, o primeiro testemunho do amor do Pai e de todos aqueles que, como ele, deram e continuam dando sua vida para proclamar a libertação que Deus nos oferece.

Espetacular realismo nesta profecia feita 800 anos antes de Cristo, chamada por muitos o 5º Evangelho. Que nos introduz a alma sofredora de Cristo, durante toda sua vida e agora na hora real de sua morte. É o que revela a leitura do Profeta Isaías (52, 13 ; 53)

Eis que meu Servo há de prosperar, ele se elevará, será exaltado, será posto nas alturas.
Exatamente como multidões ficaram pasmadas à vista dele - tão desfigurado estava seu aspecto e a sua forma não parecia a de um homem - assim agora nações numerosas ficarão estupefactas a seu respeito,reis permanecerão silenciosos, ao verem coisas que não lhes haviam sido contadas e ao tomarem consciência de coisas que não tinham ouvido.
Quem creu naquilo que ouvimos, e a quem se revelou o braço do Senhor? Ele cresceu diante dele como um renovo, como raiz que brota de uma terra seca; não tinha beleza nem esplendor que pudesse atrair o nosso olhar, nem formosura capaz de nos deleitar.
Era desprezado e abandonado pelos homens, um homem sujeito à dor, familiarizado com a enfermidade, como uma pessoa de quem todos escondem o rosto; desprezado, não fazíamos nenhum caso dele.
E no entanto, era as nossas enfermidades que ele levava sobre si, as nossas dores que ele carregava.
Mas nós o tinhamos como vítima do castigo, ferido por Deus e humilhado.
Mas ele foi trespassado por causa de nossas transgressões, esmagado em virtude de nossas iniqüidades.
O castigo que havia de trazer-nos a paz, caiu sobre ele, sim, por suas feridas fomos curados.
Todos nós como ovelhas, andávamos errantes, seguindo cada um o seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.
Foi maltratado, mas livremente humilhou-se e não abriu a boca, como cordeiro conduzido ao matadouro; como uma ovelha que permanece muda na presença de seus tosquiadores ele não abriu a boca.
Após a detenção e julgamento, foi preso. Dentre os seus contemporâneos, quem se preocupou com o fato de ter ele sido cortado da terra dos vivos, de ter sido ferido pela transgressão do seu povo?
Deram sepultura com os ímpios, o seu túmulo está com os ricos, se bem que não tivesse praticado violência nem tivesse havido engano em sua boca.

Mas o Senhor quis feri-lo, submetê-lo à enfermidade. Mas, se ele oferece a sua vida como sacrifício pelo pecado, certamente verá uma descendência, prolongará os seus dias, e por meio dele o desígnio de Deus há de triunfar.
Após o trabalho fatigante de sua alma ele verá a luz e se fartará. Pelo seu conhecimento, o justo, meu Servo, justificará a muitos e levará sobre si as suas transgressões.
Eis porque lhe darei um quinhão entre as multidões; com os fortes repartirá os despojos, visto que entregou sua alma à morte e foi contado com os transgressores, mas na verdade levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores fez intercessão.

Fonte: acidigital - o que todo católico necessita saber

segunda-feira, 1 de março de 2010

Por preguiça, da conexão...

Não vou embora pra Pasárgada
Lá não conheço pessoa nenhuma
Lá nem sei se tem rei
Talvez nem mulheres tenha por lá
Por isso, é melhor ficar por aqui mesmo...

Parodiando Manuel Bandeira escrevi esse poeminha infame, apenas para justificar aos meus fiéis 35 amigos que nos visitam pelo menos uma vez por dia em busca de uma novidade o motivo da minha ausência.O motivo foi a conexão de internet que sequer me permitiu responder e-mails e atualizar o blog.

Novidades mesmo não tenho, mas uma notícia merece uma referência ou pelo menos uma reflexão de nossa parte: Solidariedade em relação aos irmãos chilenos. 

Todos nós acreditamos em algo e temos alguma devoção, por isso façamos uma prece por todos aqueles que de alguma forma foram abalados por mais uma catástrofe da natureza.

Talvez não importe muito para atenuar a dor dos desesperados, mas pelo menos nos fará mais conscientes da possibilidade de que algo assim possa ocorrer por aqui também.