História, poesia, artigos, humor, fotos e curiosidades
Este é um blog de opinião. As postagens escritas ou selecionadas refletem exclusivamente a minha opinião, não sofrendo influência ou pressão de pessoas ou empresas onde trabalho ou venha a trabalhar.
O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais freqüente nos homens, e representa a terceira causa de morte por câncer em homens com mais de 50 anos de idade.
Portanto, é uma doença grave e que deve ser identificada e tratada logo no início, pois, caso isto não ocorra, pode levar à morte.Cada ano se registra uma média de 750 mil novos casos e 250 mortes no mundo.
Se diagnosticado a tempo, 79% desses tumores podem ser curados.
Quando procurar o Médico?
Sempre que se complete 40 anos de idade ou quando sintomas como dificuldade para urinar, falta de força no jato da urina, dor durante a micção ou ato sexual e presença de sangue na urina. Nenhum exame de sangue como o (PSA) substitui o exame do toque, além do mais é o exame que pode ser feito em qualquer lugar e com custo muito baixo.
Leia mais no blog do Dr. Janilson - http://doutorjanilson.blogspot.com)
Os cinquenta por cento de DNA que trago em mim reclamam por uma homenagem ao Nordeste. Cultura raiz nordestina é o repente. O improviso que surpreende e encanta. Como estes dois versos.
SÃO AS COISAS QUE EU FAÇO SEM GOSTAR SÃO AS COISAS QUE EU GOSTO DE FAZER Zé Viola e Zé Galdino
Morar junto a vizinho fuxiqueiro, enfrentar uma briga de emboscada, discutir com a mãe da namorada, viajar de carona sem dinheiro, escutar um poeta cachaceiro, ir a festa dançante sem dançar, vender tudo e não ter com que pagar, entrar numa novela e levar bronca, me deitar com mulher que dorme e ronca. São as coisas que eu faço sem gostar.
Fazer verso pra o povo me escutar, recebendo os aplausos da platéia, transformar em poesia a idéia, vez em quando ser primeiro lugar, dedilhar na viola e improvisar, trabalhar com coragem pra vencer, pelo dom de cantar, agradecer a meu Deus pela luz que me ilumina, decantar com a inspiração divina. São as coisas que eu gosto de fazer.
Ele é considerado o fundador da Antropologia Estruturalista.
Entre 1935 e 1939, lecionou sociologia na USP.
Foi anunciada nesta terça-feira (3) a morte do antropólogo Claude Lévi-Strauss. A informação é da editora do intelectual, pela qual o falecimento teria ocorrido entre sábado e domingo. Criado em Paris, ele nasceu em Bruxelas em 28 de novembro de 1908. Fundador da Antropologia Estruturalista, é considerado um dos intelectuais mais relevantes do século 20.
Membro de uma família judia francesa intelectual, Lévi-Strauss estudou Direito e Filosofia na Sorbonne, emParis. Lecionou sociologia na recém-fundada Universidade de São Paulo (USP), de 1935 a 1939, e fez várias expedições ao Brasil central.
Ali passou breves períodos entre os índios bororós, nambikwaras e tupis-kawahib, experiências que o orientaram definitivamente como profissional de antropologia.
Em 1955, publicou "Tristes Trópicos" -um registro dessas expedições. No livro, ele conta como a vocação de antropólogo nasceu durante as viagens ao interior do Brasil.
Jamais aceitou a visão histórica da civilização ocidental como única.
Após retornar à França, em 1942, mudou-se para os Estados Unidos como professor visitante na New School for Social Research, de Nova York, antes de uma breve passagem pela embaixada francesa em Washington como adido cultural.
Fez parte do círculo intelectual de Jean Paul Sartre (1905-1980), e assumiu, em 1959, o departamento de Antropologia Social no College de France, onde ficou até se aposentar, em 1982.
Lévi-Strauss passou mais da metade de sua vida estudando o comportamento dos índios americanos.
Jamais aceitou a visão histórica da civilização ocidental como única. Enfatizava que a mente selvagem é igual à civilizada.
As contribuições mais decisivas do trabalho de Lévi-Strauss podem ser resumidas em três grandes temas: a teoria das estruturas elementares do parentesco, os processos mentais do conhecimento humano e a estrutura dos mitos.
Aos 97 anos, em 2005, recebeu o 17º Prêmio Internacional Catalunha, na Espanha.
Declarou na ocasião: "Fico emocionado, porque estou na idade em que não se recebem nem se dão prêmios, pois sou muito velho para fazer parte de um corpo de jurados. Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele - isso é algo que sempre deveríamos ter presente".
Hoje, 02.11.2009, fui testemunha do enterro de mais um policial militar abatido pela loucura de um covarde. Era um bom homem, mas era policial militar e sobre ele toda a incompreensão da sociedade.
Francisnato representava o que tínhamos de melhor em preparo e destemor na corporação. Foi vítima do cumprimento do dever e da própria sociedade que jurou defender.
Triste e vergonhosa lei. O assassino terá a seu lado a lei que desprezou ao fazer fogo e tirar-lhe a vida. Daqui a bem pouco tempo terá assegurado por um alvará de soltura (se não a absolvição no julgamento como o ocorrido recentemente) o convívio dos familiares, o convívio que negou a três inocentes, os filhos do Francisnato.
Sua mulher poderá visitá-lo na prisão dois dias por semana, terá respeito entre os colegas de prisão por ser um matador de policial, terá colchão, alimentação, segurança, assistência médica, terá ainda com razão, muita esperança. Terá tudo o que negou.
Seu sacrifício terá valido a pena?
Como resposta, guardemos silêncio e fiquemos por aqui. Eu que tantas vezes combati a fragilidade dos "heróis" da história me envergonho de não ter palavras para honrar um herói de verdade, bom amigo, pai de família e cidadão. Francisnato é sim, um verdadeiro herói.
Recebi há uns 15 dias do amigo Ten Igor Adms um texto que resume de certa forma a vida policial militar e representa em quase totalidade as situações que enfrentou na curta existência motivada pela coragem e pela bravura.
COMO POLICIAL MILITAR, EU JÁ FUI QUASE TUDO...
Autor: * Tião Ferreira
Como policial militar, enfrentei o maior choque cultural da minha vida, ao ter de argumentar com todo tipo de pessoas, do mendigo ao magistrado, entrar em todo tipo de ambiente, do meretrício ao monastério.
Como policial militar, fui parteiro, quando não dava tempo de levar as grávidas ao hospital, na madrugada.
Como policial militar, fui psicólogo, quando um colega discutia com a esposa, diante da incompreensão dela, às vezes, com a profissão do marido.
Como policial militar, fui assistente social, quando tinha de confortar a mãe de alguma vítima assassinada por não possuir algo de valor que o assaltante pudesse levar.
Como policial militar, fui borracheiro e mecânico, ao socorrer idosos e deficientes com pneus furados.
Como policial militar, fui pedreiro, ao participar de mutirões para reconstruir casas destruídas por enchentes.
Como policial militar, fui paramédico fracassado, ao ver um colega ir a óbito a bordo da viatura.
Como policial militar, fui paramédico realizado, ao retirar uma espinha de peixe da garganta de uma criança.
Como policial militar, fui apedrejado por estudantes da mesma escola na qual estudei e fui professor, por pessoas do mesmo grêmio do qual participei.
Como policial militar, fui obrigado a me tornar gladiador em arenas repletas de terroristas que são membros de torcidas organizadas, em jogos de times pelos quais nem torço.
Como policial militar, sobrevivi a cinco graves acidentes com viaturas, nunca a menos de 120km/h, na ânsia de chegar rápido àquela residência onde a moça estava sendo estuprada ou na qual um idoso estava sendo espancado.
Como policial militar, fui juiz da vara cível, apaziguando ânimos de maridos e mulheres exaltados, que após a raiva uniam-se novamente e voltavam-se contra a polícia.
Como policial militar, fui atropelado numa blitz por um desses cidadãos que, por medo da polícia, afundou o pé no acelerador e passou por cima de vários colegas.
Como policial militar, arrisquei-me a contrair vários tipos de doenças, ao banhar-me com o sangue de vítimas às quais não conhecia, mas que tinha obrigação de tentar salvar.
Como policial militar, arrisquei contaminar toda a minha família com os mesmos tipos de doenças, pois, ao chegar em casa, minha esposa era a primeira a me abraçar, nunca se importando com o cheiro acre de sangue alheio, nem com as manchas que tinha de lavar do uniforme.
Como policial militar, fui juiz de pequenas causas, quando, em minha folga, alguns vizinhos me procuravam para resolver seus problemas.
Como policial militar, fui advogado, separando, na hora da prisão, os verdadeiros delinquentes dos "laranjas", quando poderia tê-los posto no mesmo "barco".
Como policial militar, fui o homem que quase perdeu a razão, ao flagrar um pai estuprando uma filha, enquanto a mãe o defendia.
Como policial militar, fui guardião de mortos por horas a fio, sob o sol, a chuva e a neblina, à espera do rabecão, que, já lotado, encontrava dificuldade para galgar uma duna mais alta, ou para penetrar numa mata mais densa.
Como policial militar, fiquei revoltado ao necessitar de um leito para minha esposa parir e, ao chegar ao hospital da polícia, deparar-me com um traficante sendo operado por um médico particular.
Como policial militar, fui o cara que mudou todos os hábitos para sempre, andando em estado de alerta 25 horas por dia, sempre com um olho no peixe e o outro no gato, confiando desconfiado.
Na hora do bônus, esquecido; na hora do ônus, convocado.
Tive de tomar, em frações de segundo, decisões que os julgadores, no conforto de seus gabinetes, tiveram meses para analisar e julgar.
E mesmo hoje, calejado, ainda me deparo com coisas que me surpreendem, pois afinal ainda sou humano.
Não queria passar pelo que passei, mas fui voluntário, ninguém me laçou e me enfiou dentro de uma farda, né!?
Observando-se por essa ótica, é fácil ser dito por quem está "de fora" que minha opinião não importa, ou que, simplesmente, não existe.
Amo o que faço e o faço porque amo.
Tanto que insisto em levar essa vida, e mesmo estando atualmente em outra esfera do serviço policial, sei que terei de passar por tudo de novo, a qualquer hora, em qualquer dia e em qualquer lugar.
E o farei sem reclamar, nem recuar, porque se o senhor não guarda a cidade, em vão vigia a sentinela!
Por isso é que fazemos nossa parte: Vigilantes sempre!
Que deus abençoe a todos nós!
* Tião Ferreira é desenhista de quadrinhos, animador, estudante de História, ex-palhaço de circo, ex-carteiro, ex-policial militar e, atualmente, policial civil.Também é criador do blog Game Arte:
A morte é ridículo. Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário. Tem planos para semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório... Colocar gasolina no carro e no meio da tarde... MORRE. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu? O livro que ficou pela metade? O telefonema que você prometeu dar a tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram esta idéia: MORRER... A troco de que? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviram para nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego. Mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de duvidas quanto à profissão escolhida... Mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente... De uma hora pra outro, tudo isso termina... Numa colisão na freeway... Numa artéria entupida... Num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis... Qual é? Morrer é um chiste. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas... Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas... A apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você que dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manha. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito... Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem vindo... Já não há muito mesmo a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo? Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça. Por isso viva tudo que há para viver. Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da vida... Perdoe... Sempre!!
Militares do país devem ser valorizados, diz deputada.
A discussão sobre salários decentes deve estar associada à melhoria na segurança pública, observa Perpétua, que apóia o reajuste aos trabalhadores.
"Para fazer bem feito, é preciso ganhar melhor", opinou a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB), no plenário da Câmara Federal, na tarde desta quarta-feira, ao defender a aprovação da PEC 300, que reajusta a remuneração dos policiais militares e corpo de bombeiros do país.
"Não há como não apoiar esta proposta. Tratamos aqui de um grupo de trabalhadores injustiçados em seus ganhos que precisam de motivação para se dedicar exclusivamente ao que fazem", afirmou a deputada. Ela lembrou o fato de alguns estados pagam "salários de miséria", o que torna a atividade policial, não raro, num "bico".
"É preciso casar este debate do salário decente com a necessidade de o cidadão se sentir mais seguro. É difícil exigir preparo e dedicação de um PM que está na rua, com a responsabilidade de proteger a população, sendo que boa parte deles não têm segurança do que seus filhos vão almoçar ou jantar", afirmou.
O voto do relator, deputado Capitão Fábio (DEM-PB), é aguardado com muita expectativa e será apresentado na comissão especial que trata do tema na próxima terça-feira (4). A PEC equipara os salários à remuneração paga, hoje, pela PM do Distrito Federal. No caso do DF, coube à Casa Civil da Presidência da República melhorar os ganhos dos trabalhadores (incluindo os delegados de carreira e o Corpo de Bombeiros Militar), através da Lei 11.663/2008.
"Toda a capacitação profissional necessária para que eles, que são heróis de fato, garantam a segurança pública que a nossa sociedade tanto almeja", disse a deputada. "Todos acham bonita a cena, e ás vezes choram na frente da TV, quando um bombeiro enfrenta o fogo ou salva uma vida numa correnteza. Mas poucos – ou quase ninguém – se dá conta do tamanho daquele sacrifício. Vai ver, na casa dele, a esposa e os filhos precisam do mínimo que seja para viver dignamente".
O noticiário político dos últimos dias dá conta de uma verdadeira guerra aberta no campo oposicionista pela definição da candidatura presidencial para a sucessão do presidente Lula. É preciso ir devagar com o andor, no entanto, ao analisar os movimentos dos protagonistas desta disputa: os governadores Aécio Neves, de Minas, e José Serra, de São Paulo. Um amigo deste blog com bastante informação na aliança demo-tucana diz que muito do que Aécio vem fazendo é jogo de cena ou, para ser mais preciso, a velha estratégia de criar dificuldade para vender facilidade. Pode perfeitamente ser isto mesmo. O problema, na humilde opinião do autor destas Entrelinhas, não está em Aécio, mas na conhecida inabilidade política de Serra. Para usar uma analogia tão ao gosto do presidente Lula, Serra, da mesma maneira que o Palmeiras atual, tem dificuldades de jogar sob pressão. Em 2006, pressionado por Geraldo Alckmin, o governador paulista deu adeus à candidatura presidencial.
O cenário agora é ainda mais delicado: além de necessitar de muita articulação política e jogo de cintura, Serra tem pela frente um adversário em seu partido que é muito, mas realmente muito mais preparado do que Alckmin. Não dá nem de longe para comparar Aécio, que vem da fina flor da política brasileira, com Geraldo, ele sim, uma espécie de Forrest Gump da vida pública nacional - só se tornou governador porque Mário Covas morreu e depois conquistou espaço fazendo pose de bom moço e com frases de efeito do tipo "vamos amassar o barro"...
Isto significa que Aécio pode dar um xeque-mate em Serra? Sim, mas é preciso primeiro saber se este é de fato o desejo do governador mineiro ou se ele está apenas fazendo jogo de cena para se cacifar em Minas ou garantir espaço em um eventual governo Serra. Este blog aposta apenas que Aécio não será vice do governador paulista, nem que Fernando Henrique lhe peça isto de joelhos. Como todo bom político, Aécio pensa primeiro em sua carreira, em segundo lugar na sua carreira e, finalmente, na sua própria carreira. Carreira política, que fique bem claro.
Mesmo que Aécio esteja jogando para o público interno e sua estratégia passe longe da disputa presidencial, é bom não dar como favas contadas a candidatura de Serra. O governador pode perfeitamente se atrapalhar sozinho e coisa acabar descambando para uma definição em torno do nome de Aécio. A ver, como se diz com muita frequência nas redações de jornais...