Este é um blog de opinião. As postagens escritas ou selecionadas refletem exclusivamente a minha opinião, não sofrendo influência ou pressão de pessoas ou empresas onde trabalho ou venha a trabalhar.

domingo, 22 de novembro de 2009

Por hoje, apenas um texto. E lindo...


Considerações acerca do cinza

Se pessoas ranzinzas têm cor, devem ser cinzas. E o cinza me impressiona.
Todas as cores unidas fazem o branco quando elas se repelem surge o negro. Então, diametralmente opostos estão o branco e o negro, tal qual a presença e a ausência, o positivo e o negativo, razão e emoção. Atraem-se entretanto, o branco e o negro. Quando se fundem, assim, intima e intensamente, perdem a identidade, como em casos de amor, e eis o cinza inevitável.
Talvez seja a cor do mais almejado equilíbrio, o tom da perfeição: entre os extremos branco e negro, cinza. Nem yin, nem yang, cinza. Como podem os ranzinzas serem cinzas?
Quando a matéria se esvai no tempo-espaço ficam as cinzas.
Cinza é o concreto, mas também o etéreo.
Dias chuvosos são cinzas, dias chuvosos são de uma melancolia cinza que acalenta, mas tormenta. As tormentas são cinzas.
O mistério dos olhos dos gatos tem uma luz cinza.
Os corpos inundados de raios de luz X se refletem em nuances de cinza na película.
É também a cor da meia idade.
Dizem os especialistas que o cérebro encerra uma tal massa cinzenta: é onde pairam as cinzas dos pensamentos que se esvaem no tempo?
Postado por: Ana Clara
Extraído de: http://www.orisco.blogger.com.br/2003_11_01_archive.html

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Hoje é Dia da Consciência Negra

Feriado em grande parte do País, é celebrado como Dia da Consciência Negra
A homenagem ressalta a luta contra a esravidão e o preconceito.
O dia tem um significado especial para todos os afrodescendentes, pois foi escolhido(assim como o 21 de Abril que homenageia Tiradentes) para marcar o sacrifício de Zumbi.
Zumbi, o líder militar e político do Quilombo dos Palmares, tinha 40 anos quando no dia 20 de novembro de 1695 foi caçado e morto pelos mercenários a serviço dos portugueses.
O exemplo de bravura do herói brasileiro foi escolhido para homenagear e incentivar a luta pela liberdade e como um símbolo do orgulho negro.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Voltamos à ELETROVELA

Semana passada o Brasil industrializado ficou sem energia. Foi um escândalo. Alguns patifes politizaram a questão e a vida segue.

Por aqui, tudo bem. Apenas ficamos admirados com o espetáculo e o transtorno que uma queda de energia causa, e onde o serviço tem qualidade.

Ao avaliar a questão do apagão da semana passada, cheguei à conclusão que nós cruzeirenses somos uns palhaços. Como se fosse pouco a agonia de pagarmos a energia mais cara do Brasil, ainda temos que aceitar calados os apagões diários.

Apagão por aqui não causa escândalo. Todos nós, do empresário ao mais lascado morador de Cruzeiro do Sul, aceitamos pacientemente a falta de energia. Percebo em nós, indistintamente, certa cumplicidade.
Todas as noites, invariavelmente, tem faltado energia em algum bairro de Cruzeiro do Sul ou o que é mais comum, na cidade inteira.

Reclamo porque não devo nada à Eletrovela. Minha fatura de novembro vence ainda em 01/12 e o meu consumo (segundo a leitura deles) é de R$119,40. Entretanto, eles me assaltam em R$181,41 (já cheguei a pagar 227,00).

Todo mês é a mesma palhaçada. O sujeito faz a leitura do medidor, com um ar sério, de responsabilidade, e disfarçadamente te assalta. Imagino que os caras que fazem a leitura ou entregam a conta são preparados para a defesa da empresa mesmo com o risco da própria vida.

Chega a fatura, a gente se espanta, se revolta internamente e pendura na porta da geladeira. Anoitece, a gente dorme, bem ou mal, quase sempre no escuro e pela manhã prepara o ferro para bater ou o lombo para apanhar. A vida segue...

E a Eletrovela “juntando dinheiro com cambito”, o Governo Estadual levando o seu ICMS (R$42,53), o Federal levando seu COFINS(R$6,71), o seu PIS(R$1,46) e o Municipal levando sua “Taxa de Iluminação Pública”(R$7,16).

Uma empresa pública (ou pelo menos já foi), não poderia se gabar de auferir um lucro tão elevado como tem se gabado ano após ano.

Agora, poderia se gabar (se pudesse mesmo ou fosse cara-de-pau) era de oferecer um serviço de qualidade, não de extorquir um Estado miserável como o nosso.

Voltemos à lamparina, então. E aí vão algumas sugestões:

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Desabafo de Herbert Vianna

Cirurgia de lipoaspiração?
Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje Deus é a auto-imagem.
Religião, é dieta.
Fé, só na estética.
Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal.
Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer, não.
Estria é caso de polícia.
Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza.
Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.
Não importa o outro, o coletivo.
Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal, mas...
Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural.
Não é, não pode ser..Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude.
Que eu me acalme. Que o amor sobreviva. 'Cuide bem do seu amor, seja ele quem for.

Texto de Herbert Vianna

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Hoje na História


Em Petrópolis, na casa de verão do Barão do Rio Branco (José Maria da Silva Paranhos Junior) é assinado o tratado de limites entre Brasil e Bolívia, conhecido como Tratado de Petrópolis.

O acordo pôs fim à chamada Questão do Acre e deu ao Brasil o direito de anexar ao seu território a imensa área de quase 200.000 km² onde hoje é o Estado do Acre.

O Acre é um caso especial na História do Brasil. Diferente dos estados do Sul e alguns do Sudeste que lutaram para apartar-se do Brasil, o Acre lutou para ser brasileiro.

O tratado do dia 17 de novembro de 1903 marcou na História uma das maiores vitórias da diplomacia brasileira e transformou o Barão no maior herói da República (apesar de que a exemplo do pai, o Visconde do Rio Branco, era monarquista).

Duas imagens do histórico Tratado. A primeira, no jadim da casa do Barão e a segunda reproduçao do Tratado entre os dois países.

Mais sobre a Questão do Acre e o Tratado de Petrópolis em:

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Sobre 24 Horas de Total Poder...

O fragmento de texto abaixo é um dos melhores que vi nos últimos tempos.
Pouco extraordinário, pra lá de expontaneo, inocente até. É o encontro banal, improvável(?), que surpreende pela simplicidade das palavras e dos sentimentos nele envolvidos.
Fui surpreendido pela possibilidade cotidiana. Trata-se de um transbordamento de amor, talento e inspiração. A inspiração dos apaixonados, que sensibiliza e nos faz acreditar no amanhã.
É graças ao amor e à loucura dos jovens que as crianças continuarão a povoar o mundo, não pelo azedume e mesquinhez dos empedernidos.
Foi extraído do blog do Isaú Melo textosetexticulos.com/.  Espero que goste.

"Há essa hora posso simular situações e contar pro vento os meus pequenos grandes sonhos... queria te encontrar assim, num dia frio, bom para caminhar, te encontrar dentro de uma Biblioteca, comendo batatas fritas e estudando libras, tudo o que eu queria era algo do Pessoa ou do Neruda pra tentar me inspirar, no entanto, tive mais que isso, mais do que o que eles tiveram para escrever, a visão do paraíso, uma linda mulher, de cabelos castanhos claros, (brinquedo predileto do vento), um sorriso largo e encantador, rostinho de criança, com traços artísticos divinamente inspirados, escondidos por trás de um óculos de uma dessas marcas famosas. Usava calça jeans e havaianas, tudo tão natural e ao mesmo tempo mais elegante que os vestidos das senhoritas ricas de dois séculos atrás. No primeiro olhar senti que faltou o chão, no segundo olhar o coração acelerou a tal ponto que senti meu sangue correr veloz nas veias como se fosse em uma pista de autorama, respirei fundo pra que não tivesse um troço e ai senti falta do suco ruim de beterraba que minha mãe sempre quis que eu tomasse pra que eu me sentisse forte. No terceiro olhar, nossos olhares se cruzaram, ai, se existe cupido ele já não usa flecha, e sim uma escopeta de cano duplo, e não atira mais no coração e sim nos olhos e no cérebro, bem naquele cantinho que onde fica a razão e o equilíbrio, porque de tanto te olhar, tropecei numa estante, espatifei livros, chutei um vaso de plantas e derrubei alguns quadros decorativos, nesse momento aparecia você, se eu tivesse vergonha, teria ficado na hora, mas você riu e disse: “Não se preocupe, eu também sou super desastrada.” A partir daquele momento acreditei no amor a primeira vista, você saiu da biblioteca, pensei em te deixar ir e guardar esse momento no meu relicário sentimental, mas não, tomei coragem e fui ao teu encontro, falei qualquer coisa a respeito do tempo e ou do trânsito complicado do fim da tarde, há essa hora já tinha escondido o relógio de pulso pra perguntar se você poderia me informar que horas eram. Você respondeu e eu te entendi dizer que faltavam 15 minutos pra eu ser feliz, na verdade, naquele momento tudo o que me interessava era interagir contigo, pois temia de que, do nada, você desaparecesse da mesma forma que apareceu..."

Imagens de Cruzeiro do Sul


Sou cruzeirense. Aqui nasci e aqui aprendi a olhar o mundo.

Como não sou turista, procuro ver a cidade com um olhar diferente.

Por isso, registrei (sem mágoas) o que os poderosos preferem ignorar. Esgoto in-natura de toda a Cidade que é lançado no Boulevard.
Deste ponto ao Rio Juruá é um palmo.

Em duas direções, o exato local em que a Cidade de Cruzeiro do Sul despeja seu esgoto. Seria apenas um novo ângulo, se não fosse trágico.

domingo, 15 de novembro de 2009

Parabéns, Luís Eduardo!

Essa postagem só será compreendida por quem é pai ou mãe.

Fugindo um pouco à rotina de postagens deste blog, abro uma janela para falar da família.

Há 7 anos, na Santa Casa de Misericórdia de Cruzeiro do Sul, nascia meu segundo filho – Luís Eduardo Silva Rocha.

Como em 2002, o Governo já pagava melhor e não atrasava salário, já tínhamos adquirido nossa máquina fotográfica (era máquina mesmo, pode crer) e registramos tudo.
Em 1994, quando a Ana Luísa nasceu, a crise era braba e as imagens, mesmo as mais importantes, eram raras.

O amor é inexplicável e ao mesmo tempo fácil de explicar (embora eu não saiba, ainda). Quanto mais se divide, se distribui, mais ele aumenta. Acho que é por isso que diante dos filhos e de suas conquistas, os pais se derramam.

Ana Luísa e Luís Eduardo em 2004
Um filho será sempre um espelho. Diante deles, buscaremos sempre semelhanças ou diferenças.
Às vezes me vejo nele, outras vezes não. Adora ler, é torcedor do FLAMENGO, é manhoso, não cultiva nem demonstra mesquinhez, não se prende a dinheiro.
É um pequeno grande sujeito, bom desenhista e contador de histórias. Poderá ser poeta? Meu Deus...!