Este é um blog de opinião. As postagens escritas ou selecionadas refletem exclusivamente a minha opinião, não sofrendo influência ou pressão de pessoas ou empresas onde trabalho ou venha a trabalhar.

domingo, 15 de novembro de 2009

Há 120 anos...



Hoje, no Dia da Proclamação da República, faço uma homenagem aos brasileiros que morreram na esperança de um dia poderem decidir seus destinos.

Escolhi o belo poema de Joaquim de Medeiros e Albuquerque(1867-1934) que eleva a não menos bela música de Leopoldo Américo Miguez(1850-1902) para registrar os 120 anos do evento que marcou o fim do período monárquico no Brasil.

É bem verdade que não marcou o fim das oligarquias, da corrupção, dos coronéis... mas os caras fizeram a parte deles, né?

O belíssimo Hino, tornado oficial já em 1890 (Publicada no Diário Oficial de 21 de janeiro de 1890) é inexplicavelmente um dos menos conhecidos dos brasileiros. Nós brasileiros, aliás, somos uns mal agradecidos, pois temos quatro belíssimos hinos e sequer conhecemos suas letras.

São eles: Hino Nacional, da Independência (o meu favorito), da Proclamação da República e o Hino à Bandeira.

 Hino da Proclamação da República
    Seja um pálio de luz desdobrado,
    Sob a larga amplidão destes céus
    Este canto rebel que o passado
    Vem remir dos mais torpes labéus.
    Seja um hino de glória que fale,
    De esperança de um novo porvir,
    Com visões de triunfos embale
    Quem por ele lutando surgir.

    Liberdade! Liberdade!
    Abre as asas sobre nós
    Das lutas, na tempestade
    Dá que ouçamos tua voz.

    Nós nem cremos que escravos outrora,
    Tenha havido em tão nobre país
    Hoje o rubro lampejo da aurora,
    Acha irmãos, não tiranos hostis.
    Somos todos iguais, ao futuro
    Saberemos unidos levar,
    Nosso augusto estandarte, que puro,
    Brilha ovante, da Pátria no altar.

    Liberdade! Liberdade!
   
    Se é mister que de peitos valentes,
    Haja sangue em nosso pendão,
    Sangue vivo do herói Tiradentes,
    Batizou este audaz pavilhão.
    Mensageiro de paz, paz queremos,
    É de amor nossa força e poder
    Mas da guerra nos transes supremos,
    Heis de ver-nos lutar e vencer.

    Liberdade! Liberdade!...
   
    Do Ipiranga é preciso que o brado,
    Seja um grito soberbo de fé,
    O Brasil já surgiu libertado,
    Sobre as púrpuras régias de pé.
    Eia pois, brasileiros, avante!
    Verde louros colhamos louçãos,
    Seja o nosso país triunfante,
    Livre terra de livres irmãos!

    Liberdade! Liberdade!...


Ouça aqui: http://www.youtube.com/watch?v=G9QlNb2Qrug

sábado, 14 de novembro de 2009

Música/Poema



Intuição
(Oswaldo Montenegro)

Canta uma canção bonita falando da vida em ré maior
Canta uma canção daquela de filosofia e mundo bem melhor
Canta uma canção que agüente essa paulada e a gente bate o pé no chão
Canta uma canção daquela, pula da janela, bate o pé no chão
Sem o compromisso estreito de falar perfeito, coerente ou não
Sem o verso estilizado, o verso emocionado, bate o pé no chão
Canta o que não silencia, é onde principia a intuição
E nasce uma canção rimada da voz arrancada o nosso coração
Como sem licença, o sol rompe a barra da noite sem pedir perdão
Hoje quem não cantaria, grita a poesia e bate o pé no chão
Sem o compromisso estreito de falar perfeito, bate o pé no chão
Sem o verso estilizado, o verso emocionado, bate o pé no chão
Canta uma canção bonita falando da vida em ré maior
Canta uma canção daquela de filosofia, é mundo bem melhor
Canta uma canção que agüente essa paulada e a gente bate o pé no chão

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

É, Campeão! O Vasco deu a volta por baixo.

Agora há pouco os vascaídos passaram em carreata aqui pela minha rua. São os “grandes campeões” da Série B do Campeonato Brasileiro 2009.

Para quem não entende muito de futebol, a Série B, também conhecida como Segunda Divisão é um campeonato onde só jogam os piores times do ano anterior.

Meio que decepcionado, devo reconhecer a importância do vasco. Pensando melhor, ainda bem que voltou, pois o FLAMENGO deveria estar já a essa altura do campeonato com uma boa folga na tabela. Se o vasco não tivesse caído no ano passado, teríamos seis pontos a mais. Como eles fizeram falta esse ano...!

Tudo bem, já que voltaram fica a esperança de mais gozação no ano que vem.
E já que voltaram (infelizmente), poderiam pensar em mudar um pouco o visual.
A começar pela camisa. Aquela faixa preta dá a idéia de luto e um constante sofrimento.

Aquela jangada no escudo do time lembra naufrágio.


O vasco, aliás, é um clube pra lá de esquisito, que está na contramão da lógica e da paixão nacional.

Para começar, o nome (Vasco da Gama) é o de um pirata, um português, a pior espécie de europeu que existe, que tirando Saramago e Fernando Pessoa nunca produziu nada que valesse a pena.

O uniforme foi inspirado na camisa de um time argentino, pode? O Boca Juniors de Maradona, o pior noiado e trapaceiro que o futebol já viu.

Mesmo assim, parabéns aos vascaínos que voltando “deram a volta por baixo” e já podem perder novamente para os times da Primeira Divisão. Mas só no ano que vem.

Por enquanto, o vasco ainda é o "time da virada".

Ocidental FM em Porto Walter

Ocidental FM, do 'vixe, Maria!' está no ar em Porto Walter
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12 de novembro de 2009
washingtonestudio.jpg
Radialista Washington Aquino no estúdio da sua rádio FM, [90.1] no Juruá.

O último Programa Assembleia Aberta de 2009, realizado no município de Porto Walter, Juruá, contou com a transmissão pela FM Ocidental [90,1], de propriedade do mais famoso radialista acreano, Washington Aquino.
Com o auditório de uma escola local lotado de pessoas da cidade, representantes de várias comunidades da região, 16 deputados estaduais, prefeito e vereadores, a rádio inaugurou sua primeira transmissão ao vivo de um evento no município.
-É a primeira vez que estamos fazendo isso – comemora Washington.

A emissora ainda não está com sua capacidade de alcance total. Mas Porto Walter e as redondezas já podem sintonizar – das 4h à 0h00 – a programação em freqüência modulada.

A partir de dezembro a potencia da FM Ocidental será ampliada e todo Juruá, até o município de Tarauacá, poderá contar com a programação da mais nova rádio do estado.

Nesta quinta-feira, 12, Washington Aquino recebeu o documento-autorização da Anatel [Agência Nacional de Telecomunicação]. É uma vitória para quem sempre quis ter a própria emissora.

A reportagem de oestadoacre.com visitou a casa onde funciona a FM Ocidental. Com o Título Definitivo número 01 [o primeiro TD do município] Washington Aquino se orgulha de ter conseguido comprar a propriedade.

-Aqui funciona a rádio e ali atrás fica o meu quarto, onde durmo e penso sobre as coisas que tenho que fazer. É uma tranqüilidade e eu gosto disso – ressalta.

A FM Ocidental terá dois estúdios – em Cruzeiro e Porto Walter, que já existe.

-Vamos ter programa direto de Cruzeiro do Sul com o Nonato Costa e o meu, a partir de janeiro, se chamará Programa Washington Aquino, de segunda à sexta das 9 às 13h.

Poucos recursos

Washington Aquino tem dificuldades para manter a emissora no ar. Os custos não são baixos, além de que no começo tudo se torna mais difícil ainda. Com ajuda de amigos – e um financiamento de R$ 150 mil do Banco da Amazônia -  a rádio vai dando os primeiros passos.

Mensagens, avisos são a nova onda em Porto Walter. As igrejas – evangélica e católica – também começam a descobrir os benefícios da nova FM.

-Aqui as pessoas dependem quase 100% do rádio. Tudo se sabe pelo rádio praticamente – diz Washington.

Internet

Um dos problemas da FM Ocidental é a internet ainda muito incipiente na cidade. A emissora está tentando conseguir uma antena específica para receber o sinal de internet e, com isso, ajudar no desempenho da própria rádio no que diz respeito a atualização de notícias.



Fonte: www.oestadodoacre.com

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Parabéns, Dom Luís!

Importante data na bela história da Igreja Católica no Juruá bem lembrada pelo meu padrinho Padre Jorge.


Trata-se do aniversário de 30 anos da ordenação episcopal (ordenação de bispo) e 61 anos de sacerdócio de Dom Luís Herbst.

Dom Luís Herbst é bispo emérito (aposentado) da Diocese de Cruzeiro do Sul. Nasceu em Bardenberg-Würselen perto de Aachen na Alemanha em 23 de novembro de 1925.

Dando forma ao meu mais recente e apaixonado projeto (um livro sobre a História de Porto Walter e a Igreja Católica no Juruá), entrevistei Dom Luís em duas oportunidades.

A entrevista serviu-me para afastar os temores sobre a decisão de ser historiador. A entrevista de duas horas aprox. mostrou-me um cidadão amável e compreensivo, pelas suas palavras pude concluir que Porto Walter é a sua grande paixão, pois foi para lá que

“Em 52, recém ordenado padre em Knechtsteden/Alemanha, pelo mês de dezembro, mesmo sem falar português, a convite do então Padre Henrique Ruth, partiu do porto de Marselha na França já com destino à Paróquia dirigida pelo amigo de seminário – A paróquia era Nossa Senhora da Conceição em Porto Walter.” (História S. de PW – em construção)

Ficará em Porto Walter até junho de 1967 quando chamado outra vez por Dom Henrique (agora bispo) transfere-se para Cruzeiro do Sul para tornar-se Vigário Geral da Prelazia. É desta sua passagem pela antiga Vila Humaitá ou Porto Walter que se contruiu ali uma das mais belas igrejas de toda a Diocese. A Igreja de Porto Walter justifica uma foto. 


A imagem de Porto Walter - Para onde as objetivas convergem quando se busca uma lembrança.
Treze anos depois de sua transferência de Porto Walter é ordenado Bispo Coadjutor da Prelazia do Alto Juruá.

Em 1988 (07/12/1988), com a aposentadoria de Dom Henrique Rüth e a elevação da Prelazia à categoria de Diocese, tornar-se-á o primeiro Bispo Diocesano de Cruzeiro do Sul.


A foto: Dom Luís e eu na porta da Casa Paroquial construída nos primeiros anos de sua chegada à Porto Walter.
Renuncia em 2001 e após um breve período de férias, em 2002, reassume a Paróquia de Porto Walter 35 anos depois.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Música/Poema


Companheira de Alta Luz
Zé Ramalho/Fausto Nilo
Quando a saudade cinzenta cruza meu paradeiro
Quando o azul da incerteza cai no branco da casa
Nas asas do pensamento tudo já se criou
E a esperança não tem palavras meu louco amor
Seu olhar se perdeu no largo da natureza
Só pra tentar esquecer imagens tão perigosas
É que a rosa perfeita é um artifício do amor
Que a natureza criou e a vida se transformou
Você faz chover no fogo do sertão
Você faz o mar secar e o céu cair no chão
Companheira de alta luz
Um obscuro desejo abre um grande letreiro
E eu considero que a fome está batendo na porta
Desesperado eu sonhei que havia um mundo melhor
E acordei solitário no escuro da dor
Essa saudade também rondava a tua cabeça
Além dos males do bem essa paixão nos devora
Vem lá de fora uma brisa com teu cheiro de amor
Que a natureza criou e a vida se transformou
Você faz chover no fogo do sertão
Você faz o mar secar e o céu cair no chão
Companheira de alta luz.
Ouça a música: 

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

HÁ VINTE ANOS...

Há vinte anos (09.11.1989), teve início a retirada do Muro de Berlin que simbolizava a divisão do mundo. Mais que uma barreira física, representava uma barreira ideológica.

O Muro de Berlim ("Berliner Mauer" em alemão) foi uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental.

Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: República Federal da Alemanha (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos; e República Democrática Alemã (RDA), constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético.

Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.


Mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Muro_de_Berlim

Hoje na História do Juruá

09.11.1947 – Num domingo, com grandiosa recepção, chega a Cruzeiro do Sul Dom José Hascher, segundo Bispo da Prelazia do Alto Juruá.


Dom José havia sido eleito no dia 27 de março daquele ano e quase oito meses depois é que efetivamente toma posse (a data da posse é 21/11). Ficará no cargo por vinte anos até 1967 quando renuncia.


Quanto a sua nacionalidade há controvérsias. Pelo que pesquisei, Dom José nasceu alemão em território francês, ou francês em território alemão. Pode-se dizer então, sem riscos, que era franco-germânico.


Nasceu na região da Alsácia (França) numa época em que esta passara a possessão alemã pela vitória na Guerra Franco-Prussiana (ou França x Alemanha).