Este é um blog de opinião. As postagens escritas ou selecionadas refletem exclusivamente a minha opinião, não sofrendo influência ou pressão de pessoas ou empresas onde trabalho ou venha a trabalhar.

domingo, 25 de novembro de 2012

Dick Vigarista perde mais uma.

Ainda bem que Vettel venceu o campeonato mundial de Fórmula-1 de 2012. Nem adiantou o Burro Senna quase atrapalhar... Airton Senna deve ter se retorcido no túmulo envergonhado com a barbeiragem do sobrinho.

Aguentar a empáfia do Dick Alonso Vigarista seria demais. Seria, a consagração do mau-caratismo justamente no Brasil. O Brasil não merecia isso. Não é de estranhar que a Rede Globo tenha escolhido o espanhol para bajular. Assim a gente vai pra roça de vez...

Vettel pilotou como um tricampeão. Sem precisar apelar, usar mutretas, vigarices. 

Como é que tem brasileiro que torce pelo Dick Alonso Vigarista? Penélope Charmassa apareceu tentando ajudar, mas já estava escrito: VETTEL TRICAMPEÃO DE FÓRMULA-1!!!

E quanto ao novo Dick Vigarista...


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Resta um...

Ricardo Teixeira, Mano Menezes... resta um tal de Andrés Sanches.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

"Dança da Galera" em Cruzeiro do Sul... Meu Deus!

Andam espalhando aqui por Cruzeiro do Sul que a cidade tem grandes possibilidades de ser palco de uma eliminatória do "Dança da Galera" do Domingão do Faustão. Será? Pode ser mais um tremendo fuxico, neste quesito Cruzeiro do Sul é imbatível.

Francamente, tomara que seja mentira, mas se for verdade acredito que seremos campeões. Nem preciso saber qual será o adversário de Cruzeiro do Sul, seja quem for, ficará em segundo lugar.

O cruzeirense é especialista em dança. O povo daqui vive dançando.

Dançando na exploração dos preços. Engraçado é que a estrada já está aberta há mais de uma ano mas os comerciantes vivem se escorando no frete para explorar a miséria da população. Mas o povo  vive dançando mesmo é nas escolhas políticas e se arrependendo, e se enganando e se arrependendo, e se f... (não termino porque não gosto de rimas).

Tenho uma sugestão: Sugiro que aproximadamante 18.800 dançarinos invadam o famigerado Gamelão e apresentem o seu show. Gente de todas as bibocas descerão dos "paus de arara" e outra vez reescreverão a História de Cruzeiro do Sul. Uma linda coreografia de cores, números e frases de efeito. Nunca na história...
Quanto aos cruzeirenses ficarão assistindo pela televisão e torcendo para que o "nosso" espetáculo de horrores e de insanidades seja o escolhido. 

Estou pagando para ver.   

sábado, 10 de novembro de 2012

Ipsis Litteris do Blog TERRA BRASILIS


Zé Dirceu, mostre a p* dessas algemas, cara!
Mostre as algemas, Zé!
Condenado, sem passaporte e prestes a ser sentenciado a uma das mais duras penas da história judicial brasileira, José Dirceu não tem alternativa a não ser exibir, com orgulho, as algemas preparadas por Joaquim Barbosa, assim como fez quando foi preso pelo regime militar; leia o texto inédito do poeta Lula Miranda, exclusivo para o 247

Por Lula Miranda *

Foi o que teria dito a José Dirceu, em Setembro de 1969, um dos presos políticos naquele histórico momento de resistência à ditadura militar em que 15 prisioneiros do regime de exceção e arbítrio, que se instaurara no Brasil,  foram libertados em troca do embaixador americano – na fotografia aparecem 13, apenas uma mulher.

Exceção e arbítrio. Palavras malditas. Palavras-emblema  de tempos sombrios.

Segundo relato de Flavio Tavares, hoje jornalista e escritor, ele teria sussurrado aos companheiros na ocasião: “Vamos mostrar as algemas”. Fez isso num insight “de momento” ao notar que os presos que estavam ali perfilados, alguns agachados, como um time de futebol campeão, numa forçada pose para uma foto que viria a se tornar histórica, escondiam as algemas. E por que escondiam as algemas aqueles jovens? Talvez por vergonha. Talvez porque estivessem preocupados em como aquela imagem poderia machucar ainda mais seus familiares e parentes mais próximos. Ou talvez, simplesmente, porque já estavam por demais combalidos e abalados moral e emocionalmente para se preocuparem com aquele peculiar adereço do arbítrio. Não se sabe ao certo, tampouco importa. Mas, insistiu Tavares, naquele “insight” que, ao contrário,em vez de esconder, as exibisse.

Mostre as algemas, Zé! Exorto-lhe nos dias que correm hoje. Dias de incipiente e vilipendiada democracia.

Na foto, podem verificar, percebe-se nitidamente o Zé Dirceu exibindo, intrépido, as malditas algemas.

Eu que não fui amigo daquele jovem idealista algemado de outrora, tampouco conheci o suposto homem “todo-poderoso” do governo; logo eu que o combati na disputa política, até com palavras duras, eu que nunca o vi mais magro,  ouso lhe fazer a mesma súplica: Mostre as algemas, José Dirceu!

Não tenha vergonha de nada; tenha orgulho. Você ainda será, por vias transversas, um preso político. Sim, orgulho! Em que pese a maledicência covarde daqueles que, assim como naqueles dias sombrios de 1969, hoje lhe apontam o dedo, xingam e condenam. São os mesmos – “imortais”, “eternos” porta-bandeiras da (falsa?) moral. Ora se são!

Mostre as algemas, Zé!

Exiba a todos, daqui e para o resto do mundo! Mostre a todos o que se faz aqui no Brasil a homens como você, que prestaram valorosos serviços à pátria; que lutaram com destemor contra a ditadura; que ajudaram a eleger o Lula; que empenharam a sua vida e juventude no afã de mudar um pouco a feia face desse país tão injusto com seus filhos, ajudando a implantar políticas públicas que tiraram milhões da miséria e do desalento.

Mostre a p* dessas algemas, cara! Para o bem e para o mal. Para o orgulho dos amigos e  regozijo dos inimigos.

Confesso que esperava que o julgamento do STF fosse “emblemático”, justo. Não “justo” pelo mesmo metro, critério ou “premissas” com que a imprensa insuflou e ensandeceu as galerias. Mas justo “de verdade”: que fossem condenados os culpados, aqueles que tivessem suas culpas efetivamente comprovadas. Sim,  que fosse uma firme sinalização rumo ao fim da impunidade no Brasil. Mas não foi isso exatamente o que se viu. Não foi isso que testemunhamos. Houve erro e exagero. Do Supremo. Da mídia grande em geral. Uma caricatura. Entre erros e acertos, a injustiça foi soberana.

Os ministros demonstraram-se, desgraçadamente, um tanto tíbios, vaidosos e suscetíveis à pressão e clamor da turba, de modo irresponsável manipulada e insuflada pela opinião publicada.

Você foi condenado sem provas. Isso é fato, irretorquível. Foi condenado sem provas, repito. Foi condenado com base em  suposições e suspeitas, com bases em capciosos “artifícios” jurídicos, tais como a hoje célebre “teoria do domínio do fato”. Uma excrescência, uma espécie de “licença poética” do golpismo – com o perdão dos poetas, por aqui aproximar as palavras “poética” e “golpismo”.

Eu poderia “achar” que você era culpado. O meu vizinho poderia achar que você era culpado. O taxista poderia achar. Todo mundo poderia “achar” que Zé Dirceu era culpado. Mas um juiz, seja do Supremo ou de 1ª instância, não pode, em absoluto, “achar” que você ou qualquer outro é culpado. Isso é uma ignomínia – como você tem se cansado de dizer, reiteradas vezes, em suas manifestações. Não nos cansemos de, indignados, exclamar: uma excrescência, uma ignomínia!

Zé, mostre as algemas! Elas são o espúrio troféu que lhe ofertam os verdugos!

Nunca pensei em sair do meu país, Zé, agora já penso com carinho e desconforto nessa possibilidade. Como posso viver num país em que minhas garantias fundamentais de cidadão não são respeitadas?!

Que país é esse?! Que Justiça é essa?!

Quebrou-se a pedra fundamental de toda nossa estruturação jurídica: a presunção da inocência. Em seu lugar colocaram a presunção da culpa. Parece piada, de mau gosto, decerto, mas não é. Como já disse antes, repito: não se é permitido fazer graça com a desgraça alheia. E sua vida foi desgraçada, Zé.

Mostre as algemas!

Veja bem, se você – insisto, reitero – um homem que tantos serviços prestou ao país, um homem respeitado por intelectuais, políticos e autoridades do mundo todo foi enxovalhado dessa maneira, submetido à execração pública pela mídia. Desonrado, chamado de “quadrilheiro”, “mensaleiro”, “ladrão”, o que fariam com um “poeta marginal” como eu? Um homem qualquer, sem galardão algum, sem cânone, sem mérito.  Parafraseando certa atriz de cenho angelical, “namoradinha” desse mesmo Brasil: tenho medo.

Não sei que monstro o STF e a grande imprensa estão ajudando a criar. Mas uma coisa eu lhe asseguro: é assustador.

Para aqueles que, sem questionar, acham justa a sua condenação e prisão eu pergunto; para os “inocentes úteis” que aceitam sem titubear esses consensos forjados e essas verdades absolutas que a grande mídia sopra, todos os dias, em nossas consciências nos telejornais e nas manchetes dos jornais estampadas nas bancas; faço-lhes a pergunta que não quer calar: porque criminalizam e prendem somente os petistas e mais alguns “mequetrefes” da chamada “base aliada” do governo Lula?

Por que essas práticas de sempre na política, hipocrisia à parte, agora “ilícitas” e “criminosas”, só são permitidas aos “de sempre”? Por que os sessenta e tantos investigados no chamado “mensalão mineiro” [não é tucano?!] não foram acusados/denunciados? E não serão jamais – pois para estes o crime é eleitoral; é caixa 2, já prescreveu [“Dois pesos, dois mensalões” – by Jânio de Fritas]. Já quando são petistas os agentes da ação...   é corrupção; é “golpe”; são “práticas espúrias”, “criminosas” de um partido, digo de uma “quadrilha”, em “sua sanha de se perpetuar ad eternum no poder”. Não, essas palavras não vieram da tribuna do Senado ou da Câmara dos Deputados,  não saíram da boca de algum político da oposição, mas – pasmem! –  foram proferidas por ministros do Supremo. Por ministros do Supremo, repito! Juízes na Ação Penal nº 470. Vejam a que ponto chegamos!!!

Mostre as algemas, Zé! Mostre as algemas!

Essas tais “práticas ilícitas” ou “criminosas” não deviam ser permitidas a ninguém - não é mesmo?  A Justiça não deveria ser igual para todos?!

Qual a resposta a esse singelo por quê?

Por que só os petistas são condenados, execrados  e presos?

A resposta também é simples: para que o poder permaneça nas mãos dos "de sempre", nas mãos dos eternos “donos do poder”. As chamadas “regras do jogo”, até as bastardas, servem apenas para a parte podre das nossas elites; quando é para os “do lado de cá” aí deixa de ser “regra do jogo”, passa a ser crime; “práticas espúrias”; “compra de voto”.

Faço um singelo convite a todos: vamos pensar o país, no qual  a gente vive, um pouco além da hipocrisia, do partidarismo, do "falso moralismo" e dos "manchetismos grandiloquentes" de uma imprensa que serve aos interesses de determinada classe social e ideologia. Mais temperança e equilíbrio aos juízes Supremos e nem tão supremos assim, o  chamado “cidadão comum”.

Não podemos nos dobrar a esse estado de coisas. Não podemos nos calar e assim sermos cúmplices e testemunhos silentes dos erros dos tribunais. Repito: o Supremo exagerou; a mídia exagerou.

Quadrilha?! Onde? Compra de votos?! Penas de reclusão superiores a 30 anos! Há aí um nítido erro na tipificação dos crimes, nas condenações  e exagero na dosimetria das penas. O que é uma pena. Pois isso poderá até favorecer aos condenados, pois essas condenações injustas e essas penas exageradas certamente serão revistas algum dia, por esse ou por outro tribunal. Espero, sinceramente, que sejam revistas por esse mesmo colegiado, pois ali também estão homens de valor. E que essa vergonha, esse grave equívoco não se perpetue.

Nesse momento, só me resta dizer...

Mostre, com orgulho, as algemas, José Dirceu!

* Lula Miranda é poeta, cronista e Economista. Foi um dos nomes da poesia marginal na Bahia na década de 1980. Publica artigos em veículos da chamada imprensa alternativa, tais como Carta Maior, Caros Amigos, Observatório da Imprensa, Fazendo Média e blogs de esquerda

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Não quer dizer muito, mas é um perigo...


Porque Cruzeiro do Sul não é apenas a Catedral, a Ponte, o Aeroporto, o Rio Juruá...

terça-feira, 30 de outubro de 2012


Pesquisando por aí encontrei o interessante site Viagens e Negócios no Especial VN - Transporte no Amazonas
Vale a pena.

 “Os rios são as estradas no Amazonas”. Esta frase pode ser atribuída a vários estudiosos e conhecedores da região amazônica, como Samuel Benchimol. De fato, na região detentora da maior concentração de água doce do planeta, os rios são as estradas para o transporte entre as cidades.
As cidades localizadas no percurso de uma estrada, surgem, via de regra, a partir da construção da estrada. O transporte oferecido pela estrada proporciona o crescimento daquela localidade, que originalmente era uma vila, ou até mesmo pequeno povoado.

No caso dos rios, a relação com a cidade é um pouco diferente. Como não surgem rios de uma hora para outra, são as cidades que surgem às margens dos rios, desde que estes sejam navegáveis e tenham rotas regulares que possibilitem acesso a outros lugares.

A navegação nos rios do Amazonas, da forma que conhecemos hoje, teve origem com o ciclo da borracha, no final do século XIX. Devido ao volume gigantesco da produção de borracha e a importância econômica do produto tanto para o Amazonas como para o Brasil, o governo federal aplicou política de subvenção à navegação fluvial, que beneficiava os donos de embarcações que mantivessem rotas por toda a região amazônica. Os empresários ganhavam os vultosos benefícios e ainda ganhavam pela cobrança de passagens e pelo frete de mercadorias.

As rotas partiam de Manaus, no Amazonas e de Belém, no Pará, e avançavam por todo o Amazonas, indo ao extremo do Estado, como Eirunepé, no rio Juruá (ou além, como Cruzeiro do Sul, no Acre); Boca do Acre, no Rio Purus; Humaitá, no Rio Madeira; e Tabatinga no Rio Solimões.
 Foto de Navios a vapor (1)
Essa extensa rota exigia das embarcações a vapor, várias paradas durante a viagem para abastecimento da lenha, o combustível das caldeiras. Nas paradas das embarcações, a tripulação adentrava a mata em busca de madeiras que servissem de lenha. Eles próprios derrubavam as árvores, cortavam e transportavam em forma de lenha para o navio. A partir dessa atividade, surgiram portos de lenha, que ofereciam a madeira beneficiada, não havendo mais necessidade de a tripulação executar o trabalho, ao mesmo tempo gerando alguma riqueza para aquela localidade.

Os portos de lenha originaram várias cidades às margens dos rios. Ainda hoje é comum presenciarmos pequenas comunidades rurais em toda a extensão dos rios, resultado de uma atividade econômica principal, basicamente pequenas plantações de banana, mandioca e pesca artesanal.
As rotas criadas para o escoamento da produção de borracha não propiciaram somente o surgimento de vilas e cidades, mas também incentivaram a sua própria continuidade. Com o colapso da atividade da borracha, as rotas, que existiam somente em função de subsídios governamentais (e que não eram pouco), foram continuadas pela livre concorrência da iniciativa privada: algumas das embarcações das rotas da borracha, originalmente de propriedades de grupos transnacionais (maioria americanos), foram adquiridas por empresários brasileiros que acumularam riqueza em outra atividade econômica e viram o surgimento de uma atividade bastante rentável na região, uma vez que o transporte fluvial não estava limitado apenas ao transporte de pessoas e mercadorias, mas também poderia ser utilizado no desenvolvido do comércio ribeirinho através da atividade de ‘regatão’, existente até hoje, embora em menor dimensão.
 Imagem de Comunidade Rural no preparo da mixira de peixe boi (3)
A atividade de regatão consiste, basicamente, em transportar produtos da capital para ser comercializado nas comunidades e cidades do interior, e ao mesmo tempo a mesma embarcação compra a produção dos ribeirinhos e transporta para ser comercializada na capital. No inicio dessa atividade, os produtos eram bastante diversificados como tartarugas, tracajás (e seus ovos), peixe boi, mixira, pirarucu, pele de onça e de jacaré, e demais produtos da floresta. Devido ao surgimento de rigorosa legislação ambiental, logo depois de muitos animais e diversos tipos de madeira entrarem em extinção (como o peixe boi, tartaruga, e madeiras como cedro, mogno e outras), o comércio desses produtos passou a ser considerado crime e o tráfico incide nas punições previstas em lei. Essa fiscalização é uma das atribuições do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMbio), instituição ligada ao IBAMA e Ministério do Meio Ambiente.

Ao mesmo tempo, embarcações de menor porte foram construídas no estilo amazônico, ou seja, de madeira. Essas embarcações passaram a realizar viagens não tão longas como as realizadas pelos navios, mas contemplando, às vezes, a metade do percurso.

Na medida em que o transporte fluvial avançava para as mãos da iniciativa privada local, outras modalidades passaram a existir, mesmo que precariamente: o transporte rodoviário e aéreo.

Mas esses são temas para os próximos artigos sobre o transporte no Amazonas.

Origem das Fotos e imagem:

(1) e (2) - Do livro "Navegação e Transporte na Amazônia" de Samuel Benchimol - 1995

(3) - Do blog http://www.pedromartinelli.com.br/blog/?p=243

Fonte: www.viagensenegocios.com.br

domingo, 28 de outubro de 2012

Por aqui se anunciando um temporal, enquanto em Rio Branco... "até o dia clarear..." (um samba para comemorar a vitória da gratidão).

Rio Branco não tem uma maioria de analfabetos, também não tem gente dos altos igarapés decidindo quem será o prefeito da cidade.
Lá, quem escolhe o prefeito da cidade é o povo da cidade. Viva, Rio Branco!!!