Este é um blog de opinião. As postagens escritas ou selecionadas refletem exclusivamente a minha opinião, não sofrendo influência ou pressão de pessoas ou empresas onde trabalho ou venha a trabalhar.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Porto Walter

Este mês Porto Walter estará comemorando mais um aniversário de emancipação.
Farei o possível para participar da festa. Quero dizer, pelo menos para estar lá e juntamente com os escolares do município cantar (pelo menos recitar junto) o Hino de Porto Walter, composto na cada vez mais distante data de 1991. A composição nasceu da minha saudade de casa. Porto Walter é a minha saudade. É o meu amor platônico. É algo que nunca terei. Amor é assim mesmo.
Este mês, como justa homenagem ao lugar meu lugar/memória, vou postar algumas fotos (das milhares que tenho).


Poema da Semana

O Poema abaixo é o texto de abertura de Quatro Colinas (2006). O escolhi por acreditar que reproduz, pelo menos em parte, os pensamentos de todos aqueles que tem obrigações diárias inadiáveis e se põem a divagar com o Igarapé Preto, uma pescaria, uma pelada qualquer(de futebol, tá?)e não tem coragem pra chutar o pau da barraca. O escrevi apenas para confessar publicamente que eu também não tenho.
Se alguém chegar a esse ponto, não me responsabilizem.

Apostasia

Quisera eu ter coragem pra dizer adeus.
Largar a foice no campo
A armadura escurecida
Coisas por fazer
Versos por compor
Lutas por vencer
E não voltar jamais.
Quisera eu olhar em teus olhos cara a cara
Sem uma lágrima solta, fugidia
E não crer em nada
Não sofrer por nada
Quisera ter a rebeldia silenciosa
De largar os sonhos
Projetos aprovados
Pegar a mochila
E não voltar jamais.
O amor não espera
A fé não compensa
Quisera afastar-me desta fé medonha
Largar as armas em riste
Inimigos a postos
E feito em louco varrido
Divulgar a paz
O amor verdadeiro, inconfundível e indecifrável.
Quisera ter a coragem de dizer te amo.
Rebelde e silencioso
Prematuro e ensandecido,
Dizer adeus sem vontade de ficar.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Inauguro este blog com uma prece:

Santa tecnologia, que enfeitiça os homens do meu tempo.
Que transforma a língua arrebatando sons, capando vogais como escroto bovino arrancado à muque por qualquer peão.
Não pretendo ser veterinário.
Não pretendo ser peão.
Fazei de mim, pobre condenado, refém das irrelevâncias do meu tempo, preso aos costumes, aos tiques, aos valores e à cultura da nossa terra, uma boa companhia.
Que eu não me traia pela preguiça, nem pela ousadia.
E no dia que decidir pegar o pique pra pasárgada, sairei de madrugada, sozinho, sem falar a ninguém. E “vc” nem saberá que parti.
Amém.

É apenas uma brincadeira. Na verdade eu ando com uma saudade danada de escrever poemas. Falta-me, contudo, um pouco de insanidade para continuar com essa história de literatura. Sinceramente, você conhece algum poeta cruzeirense ou mesmo acreano que sobreviva apenas de versejar? Nem eu. Você, por acaso, já leu “Quatro Colinas”? Pois é, literatura é uma loucura alimentada com insônia e obsessão.
Não estou reclamando, longe disso. Quatro Colinas foi muito bem recebido e já chegou a lugares que eu nem imaginava. Agradeço a cada um dos leitores que o adquiriram. Pode ser encontrado ainda nas livrarias Paim, (Cruzeiro do Sul e Rio Branco) o telefone em Cruzeiro do Sul (68)3322-5377.

EM THAUMATURGO
Recentemente voltei a Marechal Thaumaturgo e mais uma vez me surpreendi com a quantidade de cruzeirenses que residem ali. Segundo informações, a população do município já estaria beirando os 15.000 habitantes. Suponho ter encontrado então, o motivo (que o IBGE não conseguiu encontrar) para o decréscimo alarmante da população de Cruzeiro do Sul, algo em torno de 12.000 habitantes. O que levaria os cruzeirenses a migrarem em direção aos pequenos municípios? Pergunte a eles, que ganham para isso. A gente apenas desconfia né?

FRASE (da sabedoria policial)
“Polícia é assim mesmo: quando está perto incomoda; quando está longe faz falta.”
franciney.ac@bol .com.br
franciney.czs@gmail.com

Na foto um torcedor do FLAMENGO, num dos pontos mais altos do Município de Marechal Thaumaturgo, fronteira com Peru, com o Amônea ao fundo.