Este é um blog de opinião. As postagens escritas ou selecionadas refletem exclusivamente a minha opinião, não sofrendo influência ou pressão de pessoas ou empresas onde trabalho ou venha a trabalhar.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Há 50 anos, Edith passou.

11.10.1963 - Em Plascassier na França, aos 47 anos, morria Édith Giovanna Gassion ou simplesmente Édith Piaf. 

É a maior cantora francesa. Sua vida, nada rosa, permeada de tragédias, se refletiu e norteou sua obra. (Ver BIOGRAFIA).
Pela arrebatadora interpretação da "La Marseillaise" (Hino da França) já bastaria para torná-la imortal e reconhecida, mas sua obra foi muito além. 

Aqui no Brasil, "Hino ao Amor", uma das suas canções mais famosas, foi cantada por artistas como, Dalva de Oliveira, Núbia Lafayete, Altemar Dutra, Maysa, Gilliard, Agnaldo Timóteo, Wilma Bentivegna e tantos outros.

Piaf e sua obra se fizeram presentes em diversos filmes, inclusive em filmes de guerra (o Resgate do Soldado Ryan, por exemplo). Mas a canção de Piaf que me faz ir busca-la em tão longa data é "Non je ne regrette rien", de 1956. 

Abaixo, duas brillhantes interpretações: A primeira é do filme "La Môme"(2007) de Olivier Dahan, com Marion Cotillard no papel de Piaf. A segunda é de Cassia Eller.


domingo, 13 de outubro de 2013

Voa...

Para um domingo nublado e cheio de esperanças.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Um mundo sem professores...

"O ano é de 2063 D.C - ou seja, daqui a cinquenta anos - e uma conversa entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação:
– Vovô, por que o mundo está acabando? A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. E, no mesmo tom, vem a resposta:
– Porque não existem mais PROFESSORES, meu anjo.

– Professores? Mas o que é isso? O que fazia um professor?


O velho responde, então... Continue lendo AQUI

Fonte: História Pensante 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Marineiros radicais já começam fogo amigo e a pedir 'Fora Campos'

Diz a sabedoria popular que casamentos por interesse, e não por amor, costumam ter dois dias felizes: o da cerimônia e o do divórcio. Passada a festa começam a aparecer os problemas em escala crescente.

No "casamento" político de fachada entre Marina Silva e o PSB de Eduardo Campos, com o divórcio já anunciado para depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializar a criação do partido Rede Sustentabilidade, já começam a aparecer as divergências.

Nas redes sociais nota-se o sentimento de decepção da grande maioria dos "sonháticos". Outros, ainda mal informados, acreditam que Marina Silva entrou no PSB para continuar candidata a presidente, ignorando que o partido já tem dono e candidatura própria. E uma minoria, de entusiastas da candidatura da ex-senadora, já faz uma guerrilha virtual para impor o nome de Marina na cabeça da chapa, defenestrando o projeto político de Eduardo Campos.

Alguns marineiros não perderam tempo. No próprio sábado (5) – dia da festança de casamento –,  antes mesmo de, digamos, partir o bolo, começaram a disparar panfletos virtuais, iniciando uma campanha viral com a mensagem: "Entre nessa campanha você também. Não quero Eduardo Campos, quero Marina Silva. Curta e Compartilhe!".

Nas recentes pesquisas eleitorais, Marina Silva aparece com até seis vezes mais intenções de votos do que Campos, dependendo do cenário simulado. Se esse quadro persistir por mais alguns meses (e há grande probabilidade de que persista), as pressões para Marina encabeçar a chapa devem crescer, complicando a vida de Campos – o que pode provocar sérias discussões domésticas sobre a relação.

Opiniões que alimentam essa desconfiança não faltam. Por exemplo, o ex-candidato à Presidência da República pelo Psol Plínio de Arruda Sampaio disse em alto e bom som: "Se Eduardo não se cuidar, a Marina passa a perna nele. Ela é muito esperta e pode tirar a candidatura dele. A Marina é carreirista."

O jornalista Paulo Moreira Leite, da revista IstoÉ, já especula o deslocamento de Eduardo Campos para uma candidatura ao Senado por Pernambuco, cedendo a candidatura presidencial para Marina Silva, como uma saída honrosa para Campos, caso não decole, sem se queimar entre seus seguidores.

É uma lógica política meio enviesada, mas obedece à mesma lógica de conveniência da entrada de Marina no PSB, caso Campos se sentir que sairá menor do que entrou no processo eleitoral, se queimando para o futuro.


Só não obedece à lógica da confiança do eleitor, diante de tanto malabarismo por ambições políticas pessoais, em detrimento dos interesses coletivos da população, e pior ainda, contrariando toda a pregação de Marina contra a "velha política", que antecedeu o casório.

Blog da Helena em Rede Brasil Atual

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Hoje na História

7.10.1571 - A famosa Batalha Naval de Lepanto. Naquele dia uma esquadra da Liga Santa (República de Veneza, Reino de Espanha, Cavaleiros de Malta e Estados Pontifícios), sob o comando de João da Áustria, venceu o Império Otomano, no dia 7 de outubro de 1571, ao largo de Lepanto, na Grécia. Esta batalha representou o fim da expansão islâmica no Mediterrâneo. Caso os cristãos tivessem perdido, possivelmente nós brasileiros seríamos muçulmanos.
Imagem: wikipédia

domingo, 29 de setembro de 2013

Dona Carmélia...

Quando cursava História pela UFAC tive a oportunidade de conhecer Dona Carmélia. 

Era na ocasião a parteira "das antigas" mais famosa de Cruzeiro do Sul. Estava em plena atividade, inclusive com uma paciente em casa (do Bairro da Olivença, se não esqueci). 

O nosso trabalho de pesquisa exigia pesquisa com as parteiras e lá fomos nós (Adriana que é neta e facilitou as coisas, Profº Nascimento, Tânia Pereira, Suiane Silva e eu). 

Assim, foi com alegria que vi publicado no site G1 uma bela reportagem de Genival Moura sobre essa heroína anônima. Compartilho.

Aos 88 anos, parteira já trouxe mais de duas mil crianças ao mundo.

sábado, 28 de setembro de 2013

Cruzeiro do Sul nasceu na Boca do Moa
POR ARQUILAU DE CASTRO MELO


Cruzeiro do Sul comemora 109 anos de fundação neste sábado (28).  A cidade foi, provisória e inicialmente, instalada no local denominado de Invencível, na confluência dos rios Juruá e Moa (Boca do Moa). Ali, o seu fundador, o marechal Gregório Thaumaturgo de Azevedo, fez construir algumas barracas em madeira cobertas de palha, `a margem direita do Rio Juruá, para acolher militares e servidores civis  destacados para servir ao Departamento do Alto Juruá .

Foi no Invencível,  por exemplo, que no dia 12 de setembro daquele ano -16 dias antes de fundação oficial de Cruzeiro- que se instalou, numa barraca, o foro do Distrito do Alto Juruá,  tendo como juiz o magistrado Fernando Luiz Vieira Ferreira, em solenidade da qual tomaram parte várias autoridades, dentre as quais o próprio marechal Thaumaturgo.

No dia 28 de setembro de 1904, no mesmo dia de inauguração da cidade, Thaumaturgo baixou decreto transferindo-a da Boca do Moa para a localidade Centro Brasileiro aonde aconteceu a solenidade.  Em discurso, Thaumaturgo, vigoroso defensor da extinção da escravidão no Brasil, explica por que escolheu a data:

 “Hoje, data também memorável, anniversitaria de um grande facto político-social, alcançado depois de gloriosa luta intellectual (...)no parlamento do imperio pelo(...)da saudosa memória, (...)Maria da Silva Paranhos, (...)deliberei decretar a fundação sede permanente da Prefeitura a que consta o nome de “Cruzeiro do Sul”, para commemorar  n’esta data o anniversario da inesquecível lei n. 2040 de 28 de setembro de 1871 e em honra do imortal feitor dessa grandiosa lei.”

A Lei  2040 é conhecida como a lei do Ventre Livre, promulgada em 28 de setembro de 1871, assinada pela Princesa Isabel, que considerava livre todos os filhos de mulher escrava nascidos a partir da data da lei.  Ela foi um marco para a futura abolição da escravatura, que ocorreu somente em 1888.

Mas mesmo depois de fundada, como capital do Departamento do Alto Juruá, cujo território se estendia até o hoje município de Feijó, Cruzeiro do Sul tinha apenas o status de vila. Somente depois de quase dois anos, em 31 de maio de 1906, é elevada à condição de cidade, pelo seu fundador ao argumento de que já tinha “proporções superiores às de uma Villa e até às de muitas cidades do interior do Brazil”. Eis o decreto:

Um homem de caráter

Thaumaturgo nasceu no estado do Piauí. Era engenheiro, bacharel em matemática, bacharel em direito e galgou todos os postos do Exército Brasileiro até chegar ao posto de marechal. Foi secretário da Comissão de Limites entre Brasil e Venezuela, governador dos Estados do Piauí e Amazonas e prefeito do Departamento do Alto Juruá. Seus biógrafos, invariavelmente, o classificam como homem honrado, inteligente e enérgico.

O diplomata português Manuel Fran Paxeco, que foi secretário do Departamento do Alto Juruá, na gestão de Thaumaturgo, em uma obra intitulada “Um Homem de Caráter”, nos diz um pouco de como era o marechal:

 “Não nos iludimos. O Dr. Thaumaturgo é um homem de caráter – em toda a extensão da palavra. A sua energia no castigo dos bandoleiros que por aqui têm aparecido ficará gravada em caracteres de fogo nos anais da República da Amazônia...”,

De fato, a história registra vários momentos em que Thaumaturgo deu provas de seu patriotismo e de sua virilidade. Logo que tomou posse como prefeito cuidou de expulsar “à bala” os peruanos que instalaram uma alfândega para cobrar impostos, principalmente da borracha, na foz do rio Amônea.

Quando convocado pelo governo federal para demarcar a fronteira do Brasil com a Bolívia, antes Revolução Acreana, Thaumaturgo recusou o convite argumentando que a demarcação como se desenhava iria prejudicar milhares de brasileiros que exploravam o corte da seringa. Por esse ato de insubordinação foi punido pelo Exército.

Thaumaturgo estava sempre envolvido em polêmicas. O insuspeito historiador e jornalista Craveiro Costa, que foi secretário de educação na gestão de Thaumaturgo, relata que os prefeitos dos departamentos eram arbitrários e violentos, mas que ele “foi um prefeito honesto e trabalhador, com que atenuava as suas violências...”.

Com a experiência que adquirira como governador dos Estados do Piauí e Amazonas planejou toda a cidade prevendo ruas e avenidas largas, praças públicas, um museu e até mesmo um planetário. Instituiu uma caixa de previdência estabelecendo impostos que deveriam ser recolhidos por aqueles que explorassem o trabalho de índios menores de idade. Criou uma lei trabalhista para reger as relações entre os seringalistas e seringueiros e regulou o livre trânsito dos regatões através dos rios, contrariando os interesses dos seringalistas que entendiam ter a posse dos rios que cortavam seus seringais.

O fundador da capital do Departamento do Alto Juruá, bem assim como os demais prefeitos designados na ocasião para administrar os dois outros Departamentos (Alto Purus e Alto Acre), como era então dividido o território, tinham amplos poderes para escolher, inclusive, os nomes das cidades. O general Siqueira de Menezes, do Departamento do Alto Purus, resolveu homenagear um amigo e também militar dando o nome de Sena Madureira, à capital do Departamento do Alto Purus. Thaumaturgo foi mais feliz com Cruzeiro do Sul.


Arquilau de Castro Melo é desembargador aposentado

Imagem: Google Earth