Este é um blog de opinião. As postagens escritas ou selecionadas refletem exclusivamente a minha opinião, não sofrendo influência ou pressão de pessoas ou empresas onde trabalho ou venha a trabalhar.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

"Jurubeba Juruaensis" na Semana Nacional de Trânsito


Oportuno, assim defino o post do acadêmico de jornalismo Jairo Nolasco. Jairo administra o Blog Jurubeba Juruaensis e antenado como sempre, nos coloca na rua, disputando espaço com os piores tipos de motoristas - motociclistas infratores e irresponsáveis.

NÃO IRÃO ME CONVENCER!
Paro antes da linha branca que antecede a faixa de pedestre. Outro motociclista, muito esperto, vem, me ultrapassa e estaciona em cima da faixa, olha para trás. Apesar do capacete, percebo seu olhar irônico. O seu corpo denuncia a canalhice.

Ele parece me dizer: "Vai babaca, obedece às normas. Fique para trás e eu saio sempre na frente" (não confundir com nenhum slogam de campanha). A raiva percorre minhas veias. E eu rogo uma praga: "Tomara que um carro te apare lá na frente, gaiato".
Quantas vezes esta cena já se repetiu?  Aqui em Cruzeiro do Sul, passo por ela quase que diariamente.

Sorte dos meus "adversários" é que não acredito em pragas _ a não ser na de insetos e ratos _ por isso jamais sofrerão qualquer dano físico por causa delas. Eu só penso, jamais as digo. Pensar não é crime e não ofende a ninguém. Se ralarem a bunda aí pelo asfalto, é somente por suas incompetências de condutores e suas soberbas de se acharem mais espertos do que os outros.

Eu guio moto. Posso perfeitamente estar amanhã com o traseiro ralado, mas não será por imprudência da minha parte. Procuro fazer tudo pela direção defensiva, cautelosa. Mantenho as revisões periódicas em dias, assim como as documentações. Quando estou com diarreia, fico em casa que é para não ter pressa em chegar.

É o que me faz um idiota?

Não! Vocês não irão me convencer.

Continuarei a acionar o pisca com antecedência antes de qualquer manobra, inclusive quando for mudar de faixa. Insistirei em ficar na faixa correta de acordo para "onde vou entrar", quando parar no semáforo. Respeitarei as rotatórias e quem estiver dentro delas. Continuarei a temer os cruzamentos, mesmo quando a preferência for minha.

Entretanto, permanecerei sem medo da polícia de trânsito. Encaro qualquer revista. Não devo nada ao Estado. Fugir por quê? Vou, decididamente, parar já no semáforo laranja, que dizem ser amarelo. Não espero o vermelho. Pode não dar tempo...E finalmente vou  continuar parando antes da faixa de pedestre, mesmo que estes não a usem e nem tenha policial por perto.

Se fosse eu tão popular em rede social escreveria "Continuem me achando um babaca, um ultrapassado, mas não vou desistir de obedecer às leis do trânsito. Isso me faz ser popular e as mulheres inteligentes não dispensam minhas caronas. Elas não gostam mesmo é de bunda ralada. Se você é um motociclista macho, cole isto no seu mural".

Estou pensando em mandar isto para o senador Petecão, que como eu só escreve abobrinhas, mas no facebook as pessoas "prestam uma atenção"! Era sucesso garantido.

Prometo que doravante não vou mais praguejar contra os "heróis sem causa". Não ganho nada com isso. Não será fácil. Perdoar quem não respeita a si, eu consigo, agora quando querem lascar a vida alheia...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Julio Verne na Amazônia.


Julio Verne na Amazônia? Não, ele nunca esteve por aqui, mas, como é sabido por todos, era um sujeito sonhador e dono de uma imaginação fantástica. 

Julio Verne é autor de várias obras de aventura. Entre elas, Vinte mil léguas submarinas, Viagem ao centro da terra, Cinco semanas em um balão, A volta ao mundo em oitenta dias, só para citar as mais conhecidas. Todas, obras de pesquisa e boas doses de invencionice. Seus textos impressionam pelas informações e minúcias.

Baseado nas informações de outros escritores é que em 1881 publicou o livro A Jangada. Quanto ao título, em se tratando de Amazônia, mais apropriado seria, a catraia ou a balsa, mas estamos em 1881, vamos dar-lhe um desconto.

"A Jangada" conta a história de uma viagem empreendida pela família de um próspero fazendeiro instalada em Iquitos. O objetivo confesso: ir a Belém para casar Minha, a filha, com um colega de estudos do irmão. Mas Joam Garral tem também suas razões secretas: conseguir, correndo o risco da sua efetiva execução, a revisão da sentença que o condenou injustamente à morte pelo caso de um roubo de diamante vinte e seis anos antes, enquanto ele trabalhava, sob a sua verdadeira identidade de Dacosta, nas minas imperialistas brasileiras. Com o objetivo de se deslocar, visto que o projeto era familiar, o herói não imagina outro meio senão construir uma gigantesca aldeia flutuante que se deixará levar pela correnteza do rio...

"Júlio Verne foi um daqueles que retocaram os antigos mitos. Daqueles que lhes acrescentaram algo novo. Sua volta ao mundo em oitenta dias, as viagens ao centro da Terra e à Lua, as vinte mil léguas submarinas, o Nautilus, a forte e secreta figura do capitão Nemo são alguns dos motivos que impulsionaram nossas fantasias inconscientes.

A Jangada reativa vários dos elementos desses mundos paralelos: a cidade flutuante, a ilha utópica, o criptograma, o erro judiciário, a descida de um rio... Essas recorrências são sinais de macanismos literários profundamente significantes e ancorados na inteligência do criador." (Michel Riaudel).

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sobrenatural...Um dia a quadra cai.

Assim defino o misterioso desabamento da cobertura do ginásio da Praça da Juventude. Veja nos links abaixo a matéria e fotos publicada em sites de notícias de Cruzeiro do Sul.

Um ventinho de nada, mas pôs abaixo uma estrutura de aço inaugurada pela prefeitura "municipal" há menos de dois meses. 

Como engenheiro não faria uma "obra" daquelas (vale lembrar que "obrar", antigamente era sinônimo de defecar). Não precisa ser engenheiro para avaliar um serviço de porco. Não precisa ser especialista em tornados para calcular a força de um vento. "Elementar meu caro Watson", diria Sherlock, um vento específico, direcionado, com precisão cirúrgica, de um míssil teleguiado, só para derrubar mesmo. Só pra fazer o mal...
Seria interessante contratar o Detetive Mutley (ao lado) para, deixa pra lá... Vai que ele resolve ir a fundo...

É muito estranho que apenas o ginásio tenha caído. Nenhuma casa ao redor, nenhum galinheiro, nenhum pombal, só a valiosíssima estrutura de ferro e desdém. 

Um milhão e quinhentos mil reais...e a casa do Zé Ruela há menos de cinquenta metros da tragédia. Por aqui está se tornando um perigo morar ao lado de obras muito caras. 

1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais). De aço e desdém... 

Não sou engenheiro, não sou empreiteiro, não sou muitas coisas, mas acredito em castigos, acredito que a maldade praticada tem um preço a ser pago. Senão, o que mais explica esse fenômeno?

Sobrenatural, estranho, assustador...

Só pode ser castigo, mas, "quem pariu Mateus que o embale".

  

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Literatura não cura dor de dente, mas...

Terminei agora há pouco um pequeno texto que estava encruado há mais de um ano. 
Era para ser um conto, parte de um livro que pretendia publicar, mas acho que já nasceu morto. 
Mesmo sem o devido cuidado com possíveis (e quase certos furos gramaticais) vai assim mesmo. 

Um cordeiro embolado
Três chamadas e o padre Jorge iniciava a celebração. Apesar do carisma do celebrante, nossas missas não apresentavam muito brilhantismo, e brilhantismo no sentido de sonoridade. O problema era simples carência de alegria. Não é que fossem tristes. Não era isso, mas é que faltava o som de um instrumento de acompanhamento.
As tardes de sábado eram as mais animadas. Eram destinadas aos encontros de grupos de jovens e crianças. Reuniões da Cruzada Missionária, dos Coroinhas, do Ato (amizade, trabalho e oração) e do grupo de jovens movimentavam as salas do salão paroquial e da igreja.
Em tais oportunidades a gente se confessava dos pecados cometidos e dos que ainda seriam cometidos, das ações e dos maus pensamentos. Sexo era um mau pensamento, se revoltar com a pobreza era um mau pensamento, e a gente pecava demais.
Para a maioria era uma possibilidade de sair de casa e se divertir. Para isso a gente tinha que rezar muito tempo e só depois podíamos jogar bola um pouquinho. Mas o empenho nas orações era mesmo com as crianças, pois os jovens já se preocupavam com a política e com as coisas do coração.
Fora aqueles jovens, a principal atividade dos outros grupos era ensaiar benditos e orações. O primeiro encontro, na igreja era para todos e só depois é que se dividiam: coroinhas com o padre, o ATO com o Professor Sebastião e a Cruzada Missionária com as irmãs dominicanas. Nesse episódio que passo a narrar a Cruzada era com a Irmã Jovita.
Da minha lembrança, por aquela época talvez não houvesse na localidade mais que cinco instrumentos musicais. Assim relacionados: uma sanfona do Seu Adriano na Fazenda São Geraldo, outra do Seu Manoel Ferreira, um banjo do Antonio Rodrigues, um violão do Mendonça e outro do Seu Chico Marcelino.
Essa carência de instrumentos musicais não representava para Irmã Jovita uma impossibilidade de tentar animar as missas. Foi quando teve a idéia de convidar o Seu Chico Marcelino para com o seu instrumento acompanhar os ensaios de benditos sábado à tarde.
Inicialmente alegou falta de tempo que é a desculpa preferida de quem precisa de tempo para decidir-se. Tinha um roçado de tabaco, uma praia de feijão... Mas quando tivesse um tempo...
E assim, num sábado, ao chegarmos à praça do Salão Paroquial, que também era a única da vila, nos deparamos com o Seu Chico e seu reluzente violão ornado com babados e fitilhos que pendiam do braço. Era um violão belíssimo. Não que fosse belíssimo de fato, mas a raridade superdimensiona o valor das coisas.
Entramos. Como de costume, as demoradas orações e os conselhos, os avisos... Foi quando a Irmã apresentou o convidado tocador de violão já agradecendo pelo mesmo apesar das ocupações agrícolas ter aparecido naquela tarde.
Ensaiamos alguns benditos da campanha da fraternidade sem muita empolgação e o acompanhamento até que não fazia vergonha. Dava para o gasto. Acontece que o canto de comunhão era um muito conhecido, dos antigos que tinha no Cecília e o tocador empolgado foi logo dizendo: - Ah, esse é bom! E sozinho, sem esperar por ninguém, como um solista, atalhou:
Um “reis” fez um grande banquete/ O povo já foi convidado/ (até aqui tudo bem, mas então...) A mesa já ta “perparada”/ Já foi um cordeiro “embolado”/ (impossível conter a galhofa, e o coitado achando talvez que fosse de admiração, emendou) Eu me sinto feliz, perto de Deus/ Em achar uma “briga” no “Sinhô”...
Seu Chico era um bom tocador, grande artista, mas como cantor...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Dezesseis visitantes em Atlanta/USA. Será!?

Sabe esses gadgets que a gente adiciona para dar ao blog uma aparência melhor? Pois é, adicionei um tal http://whos.amung.us/stats/maps/5ijest3wys4k/ que está me fazendo de besta (eu acho).

Imagine que hoje me deu a informação que este blog foi acessado 16 (isso mesmo, dezesseis) vezes em Atlanta, EUA.

Sei lá, vai que o FBI está me investigando...

Ou então...é algum cruzeirense perdido por esse mundo de meu Deus. Se for, aqui vai uma notícia bem sacana, que só cruzeirense é capaz de captar, tipo os passes do Ronaldinho Gaúcho, que olha para um lado e toca para o outro. Lá vai:

Se tudo correr bem, ano que vem, nas eleições de prefeito, o A. Bezerra será reeleito para o quarto mandato.

Quanto mais eu rezo, mais assombração eu vejo...

Essa é mesmo de lascar. Recebi da moçada do blog Amigo das Letras lá de Rodrigues Alves (não, Rodriguialve, por favor). 

O Pastor Silas Malafaia lançou no mercado uma invenção que vai revolucionar o mundo: o mata capeta. Trata-se de um spray que remove o diabo do couro das pessoas. O produto chega ao mercado na próxima semana por um preço em torno de 100 reais. Cada frasco dá para remover o diabo de umas 20 pessoas.

Para o ajudante de pedreiro José Jair Jacob, esta invenção chegou em boa hora. “Toda semana quando vou à Igreja o pastor tira o diabo do meu couro. Bate em mim, me joga no chão, me dá tapas, e agora com esse spray basta me dedetizar que o problema será resolvido”, disse.

A dona de casa Carmem Cotovelo Castro também gostou da invenção e disse que comprará centenas de frascos porque segundo ela, o marido costuma chegar bêbado em casa de madrugada com o diabo no couro.

Fonte: blogdotiaolucena.com

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Se analfabetos já conseguiram, por que professor universitário não poderia?

Encaro com naturalidade a possível candidatura do Prof. Marcelo Siqueira à prefeito de Cruzeiro do Sul. 


Da mesma forma que o atual prefeito "municipal" tem todo o direito de querer mais quatro anos. 
É interessante isso. A gente vive capiongo pelos cantos, deprimido com a situação política e quando chega alguém querendo apontar uma possibilidade... 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Saudades da LUBRAX...(um pouco de futebol)

A coisa anda feia pros lados da torcida do Flamengo. Não digo, pros lados da Gávea, porque os jogadores estão brincando com dinheiro.

Há oito rodadas o time não sabe o que é vencer no campeonato brasileiro e em 24 pontos disputados só tanhou 3. Neste momento é o time de pior desempenho no campeonato, até pior que os que estão na zona de rebaixamento.

Confesso que nesse momento tenho inveja da torcida do vasco que tem apoiado o time, que tem um estádio, que já está na libertadores de 2012... 

Quando a coisa desanda a gente começa a apontar os culpados. Tenho alguns: A diretoria incompetente que fechou contrato com um patrocinador de uniforme que fez uma camisa ridícula, que só assusta o adversário pela feiúra e ficou tão feia que a torcida tem boicotado suas vendas e o fornecedor já amarga os prejuízos. E os patrocinadores na camisa? Gillete, Bozzano, Batavo, Olympikus tube, muda todo dia, dá uma saudade danada da LUBRAX...

Os jogadores? Não, nenhum deles, não erram por maldade, erram de ruins mesmo. O técnico? também não, o Luxemburgo é um dos melhores técnicos do Brasil. 

Dessa vez a culpa é da torcida. De parte dela, presente no clássico contra o vasco. Para quem não lembra, no momento em que o técnico adversário era levado para a ambulância em estado grave, marginais disfarçados de torcedores gritavam loucamente: VAI MORRER, VAI MORRER!

Foi a única vez que senti vergonha de ser flamenguista. Aquilo não era torcida... Agora não adianta chorar, vaiar, pedir a cabeça de ninguém. 

Pode ser que não, mas acredito que essa atitude deu azar para o time e o Deivid que já perdia gols...
Imagem: internet