História, poesia, artigos, humor, fotos e curiosidades
Este é um blog de opinião. As postagens escritas ou selecionadas refletem exclusivamente a minha opinião, não sofrendo influência ou pressão de pessoas ou empresas onde trabalho ou venha a trabalhar.
Fui à Porto Walter e já estou de volta. Na verdade cheguei ainda no domingo e como tivesse deixado a atualização para segunda-feira me rachei.
A mesma tecnologia que permite a construção de um blog é a mesma que nos rouba a paciência.
Sigamos em frente.
Ainda na quinta, após a chegada em Porto Walter, fui convidado para acompanhar uma equipe da TV Juruá numa expedição ao Barro Alto no Rio Grajaú. Aceitei de bom grado e ao lado de Jorge Luiz e Rafael Gomes (apresentadores do Programa Juruá é Show de Alegria) tive a oportunidade de finalizar o trabalho de campo do meu livro no aspecto "Religiosidade".
Foi uma aventura e tanto, única e valiosa. Parar no porto, subir o baranco (que pela enchente era menos que um metro de altura) e ouvir as pessoas, suas crenças, suas ilusões.
Como quem visita um sítio arqueológico, não trouxemos uma única pedra, apenas fotos e memórias.
Hoje é Sábado de Aleluia e por tradição os ladrões atacam os galinheiros e os quintais.
Roubam de tudo: galinha, porco, pato, peru, jabuti (se duvidar até do IBAMA), gato, cachorro...
Então, se você tem um galináceo engordando para uma ocasião especial, comprando milho a R$2,00 o litro, tome cuidado pois os ladrões, quer dizer, os defensores da tradição de roubar galinha no Sábado para celebrar a Páscoa, podem atacar.
Ou você nunca ouviu aquele ditado que diz: "Quem guarda com fome, vem o bicho e come".
A
tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no
Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de
esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João contemplamos o
mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado
que lhe traspassou o lado.
São
João, teólogo e cronista da paixão nos leva a contemplar o mistério da cruz de
Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua
narração: cada palavra, cada gesto. A densidade de seu Evangelho agora se faz
mais eloqüente. E os títulos de Jesus compõem uma formosa Cristologia.
Jesus é
Rei. O diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só
vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os soldados tiram a
sorte. É novo Adão junto à Mãe, nova Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É
o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura. O Doador do Espírito.
É o Cordeiro imaculado e imolado, o que não lhe romperam os ossos. É o Exaltado
na cruz que tudo o atrai a si, quando os homens voltam a ele o olhar.
A
Mãe estava ali, junto à Cruz. Não chegou de repente no Gólgota, desde que o
discípulo amado a recordou em Caná, sem ter seguido passo a passo, com seu
coração de Mãe no caminho de Jesus. E agora está ali como mãe e discípula que
seguiu em tudo a sorte de seu Filho, sinal de contradição como Ele, totalmente
ao seu lado. Mas solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos, a nova Eva, a
mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho.
Maternidade
do coração, que infla com a espada de dor que a fecunda.
A
palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de
todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de
Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus. Maria contempla e vive o
mistério com a majestade de uma Esposa, ainda que com a imensa dor de uma Mãe.
São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de
Jesus. Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de
todos. Porque Maria é fiel à palavra: Eis aí o teu filho.
O
soldado que traspassou o lado de Cristo no lado do coração, não se deu conta
que cumpria uma profecia realizava um último, estupendo gesto litúrgico. Do
coração de Cristo brota sangue e água. O sangue da redenção, a água da salvação.
O sangue é sinal daquele maior amor, a vida entregue por nós, a água é sinal do
Espírito, a própria vida de Jesus que agora, como em uma nova criação derrama
sobre nós.
A
Celebração
Hoje
não se celebra a missa em todo o mundo. O altar é iluminado sem mantel, sem
cruz, sem velas nem adornos. Recordamos a morte de Jesus. Os ministros se
prostram no chão frente ao altar no começo da cerimônia. São a imagem da
humanidade rebaixada e oprimida, e ao mesmo tempo penitente que implora perdão
por seus pecados.
Vão
vestidos de vermelho, a cor dos mártires: de Jesus, o primeiro testemunho do
amor do Pai e de todos aqueles que, como ele, deram e continuam dando sua vida
para proclamar a libertação que Deus nos oferece.
Espetacular
realismo nesta profecia feita 800 anos antes de Cristo, chamada por muitos o 5º
Evangelho. Que nos introduz a alma sofredora de Cristo, durante toda sua vida e
agora na hora real de sua morte. É o que revela a leitura do Profeta Isaías (52,
13 ; 53)
Eis
que meu Servo há de prosperar, ele se elevará, será exaltado, será posto nas
alturas.
Exatamente
como multidões ficaram pasmadas à vista dele - tão desfigurado estava seu
aspecto e a sua forma não parecia a de um homem - assim agora nações numerosas
ficarão estupefactas a seu respeito,reis permanecerão silenciosos, ao verem
coisas que não lhes haviam sido contadas e ao tomarem consciência de coisas que
não tinham ouvido.
Quem
creu naquilo que ouvimos, e a quem se revelou o braço do Senhor? Ele cresceu
diante dele como um renovo, como raiz que brota de uma terra seca; não tinha
beleza nem esplendor que pudesse atrair o nosso olhar, nem formosura capaz de
nos deleitar.
Era
desprezado e abandonado pelos homens, um homem sujeito à dor, familiarizado com
a enfermidade, como uma pessoa de quem todos escondem o rosto; desprezado, não
fazíamos nenhum caso dele.
E
no entanto, era as nossas enfermidades que ele levava sobre si, as nossas dores
que ele carregava.
Mas
nós o tinhamos como vítima do castigo, ferido por Deus e humilhado.
Mas
ele foi trespassado por causa de nossas transgressões, esmagado em virtude de
nossas iniqüidades.
O
castigo que havia de trazer-nos a paz, caiu sobre ele, sim, por suas feridas
fomos curados.
Todos
nós como ovelhas, andávamos errantes, seguindo cada um o seu próprio caminho,
mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.
Foi
maltratado, mas livremente humilhou-se e não abriu a boca, como cordeiro
conduzido ao matadouro; como uma ovelha que permanece muda na presença de seus
tosquiadores ele não abriu a boca.
Após
a detenção e julgamento, foi preso. Dentre os seus contemporâneos, quem se
preocupou com o fato de ter ele sido cortado da terra dos vivos, de ter sido
ferido pela transgressão do seu povo?
Deram
sepultura com os ímpios, o seu túmulo está com os ricos, se bem que não tivesse
praticado violência nem tivesse havido engano em sua boca.
Mas
o Senhor quis feri-lo, submetê-lo à enfermidade. Mas, se ele oferece a sua vida
como sacrifício pelo pecado, certamente verá uma descendência, prolongará os
seus dias, e por meio dele o desígnio de Deus há de triunfar.
Após
o trabalho fatigante de sua alma ele verá a luz e se fartará. Pelo seu
conhecimento, o justo, meu Servo, justificará a muitos e levará sobre si as
suas transgressões.
Eis
porque lhe darei um quinhão entre as multidões; com os fortes repartirá os
despojos, visto que entregou sua alma à morte e foi contado com os
transgressores, mas na verdade levou sobre si o pecado de muitos e pelos
transgressores fez intercessão.
Quando esse texto for postado (assim espero) já estaremos acima do Rio Paraná dos Mouras à bordo de um batelão com destino à Porto Walter, navegando pelo Juruá. Ali passaremos a noite de quinta, a sexta-feira e o sábado.
Com exceção do meu avô e do meu pai que tem verdadeira fobia a assaltos, a marginais e a tudo o que é risco à segurança residencial, lá vamos nós, confiantes em Deus e na família.
Não será exatamente um passeio. Levaremos provas para corrigir, e o planejamento de algumas aulas. Iremos à igreja e celebraremos a Páscoa de baixada.
Dependendo do sinal de internet, manterei um contato ainda hoje.
Há muitas
explicações para o 1 de abril ter se transformado no Dia das Mentiras ou Dia
dos Bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do
século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a
chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de
abril.
Em 1564,
depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou
que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses
resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o
ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a
enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas
brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.
Em países de
língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day ou
Dia dos Tolos, na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile
e poisson d'avril, o que significa literalmente "peixe de abril".
No Brasil, o
1º de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou "A
Mentira", um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848,
com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. "A
Mentira" saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos
os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando
como referência um local inexistente.